quarta-feira, 25 de abril de 2012

Liberdade...

A liberdade de ser é como gotas de chuva na alma,
Como ar novo num dia quente no ventre
Como musgo fresco em presépio de barro velho e amor
Liberdade materna, que arranca os medos e o ardor.

Despoja-te e aprende
Ergue-te no caminho sem traços, sem linhas e sem rede.
Purga-te do que foste e serás,
Constrói o presente, jogo o baralho de cartas:
Desmantela-te num coração em forma de Ás.

A liberdade traz sabor a vento
È como costureira que tira as bainhas do pensamento.
Abrem-se espaços novos e desenham-se roupas novas no corpo.

Despe-te do que pensas ser e reza à noite
Desenha -te, repetidamente, nas notas de música do silêncio…
E cresce como flor ávida por terra fértil, pássaro corajoso no ninho
Chora baixinho…

Liberdade é voar sem tecto,
Rir sem boca
Cheirar a terra que nem louca
E comer morangos verdes que crescem no deserto.

A liberdade faz-se de borboletas a dançar no arco-íris
Sem medo de se perderem.
É luz no céu abrindo mais janelas, trespassando o sol.
É rosa sem espinhos, sementes a erguerem
Faz-te:
Pessoa(a) que e(ras) perdida…
Agora tentando ancorar no pôr-do-sol…

Ana Santos
 

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