Os poemas serão sempre substituídos, pelos do tema da semana seguinte!!!
Cristina Russo
Criança em flor
Do seu corpo franzino nasce
CRIANÇA OKAPAM
Não sou surda. E vós?
Essas crianças que adoro
CRIANÇA
MEU MENINO
Porque não,
CRIANÇA
O melhor são as crianças
Criança
Criança
CRIANÇA
Para ti...Criança encantadora
QUIMERAS AO SOL
São as crianças
As crianças
Criança!
O riso de uma criança
CRIANÇA
Partículas do mundo
[Queria...Quero um
Mundo para Crianças...]

Tema CRIANÇA
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Criança
Tu, criança,
És a doce lembrança
De um mundo de esperança
Ainda por fazer
Basta o teu querer
Para o melhor acontecer
Aprendes no teu brincar
As palavras a cantar
Os números a dançar
Com um pau de giz
Escreves o que a alma diz
E assim és feliz
Quando vês um papel
Fazes dos dedos, pincel
Inventando um carrossel
Vejo-te brincar ao pião
Segurando o teu balão
Dando asas à imaginação
Adoro ver-te sempre sorrir
Tens a beleza do Sol a luzir
O fascínio da Lua a dormir
E é esse teu ar inocente
Que me faz ir em frente
Tu, criança, és o meu presente!
Tu, criança,
És a doce lembrança
De um mundo de esperança
Ainda por fazer
Basta o teu querer
Para o melhor acontecer
Aprendes no teu brincar
As palavras a cantar
Os números a dançar
Com um pau de giz
Escreves o que a alma diz
E assim és feliz
Quando vês um papel
Fazes dos dedos, pincel
Inventando um carrossel
Vejo-te brincar ao pião
Segurando o teu balão
Dando asas à imaginação
Adoro ver-te sempre sorrir
Tens a beleza do Sol a luzir
O fascínio da Lua a dormir
E é esse teu ar inocente
Que me faz ir em frente
Tu, criança, és o meu presente!
Cristina Russo
Criança em flor
Quando a brisa nos toca, como uma criança docil
Sentimos o poder do amor, numa criança em flor…
Vinda divina ao mundo, no fundo, uma esperança de renovação!
Trazem com elas o amor, e no coração, pura emoção
de nos fazer sorrir.
O sol a lua e a verdade nua, fazem as crianças
brilhar,
Todas juntas, de mãos dadas abraçam o mundo,
para que o amor vença e a criança
possa brincar eternamente na alma da gente!
É tão bom, depois de crescer, descobrir em nosso
ser,
Uma criança escondida á espera de aparecer!
Crianças o melhor que se pode ter…
sejam nossas ou sejam todas as que ainda vão
nascer!
Elas trazem pureza, e uma grande beleza ao sorrir
do mundo
Trazem um barulhar de emoções ainda por desvendar!
Crianças o melhor que nos podem dar, o orgulho do
ser…
Um infinito sorrir, em forma de amor.
Crianças em flor!
Celeste Seabra
Criança
Do seu corpo franzino nasce
uma gota de festa,
orvalho de mil cores...
O seu sorriso é largo,
aberto...
E criticam o mundo
e nos dizem,
que é imundo...
Mas de braços largos,
e de olhares impiedosos,
clamam gritos,
fervorosos...
São sonhadoras,émulas
de ídolos e heróis...
Brincam num sorriso
malévolo,
entre
lençóis,
e a felicidade do mundo
constroi-se no
seu girar
à volta da numeração
e da escrita
do coração....
Ser criança é acordar
o monstro criativo,
e sonhar
universos
de laços,
afectos,
repletos
de elos....com emoção e amor....
Agostinho Borges de Carvalho
CRIANÇA OKAPAM
I
Sou pequeno inocente
Só sei que sou já gente
Minha tristeza já mente
Não ter triciclo mui triste
II
Ver crianças brincando
Com seus triciclos rindo
No meu canto chorando
Pai meu no bar bebendo
III
Mais triste ainda brinquedo guerra
Canhões tanques pistolas já freira
Me oferece para brincar de matar
Matar amigos? Com quem brincar?
IV
Armas são morte não se deve usar
Matar semelhantes porque questão
Ódio loucura ó homem não é razão
Pensar paz antes de arma comprar
Alfredo Magalhães Júnior
Não sou surda. E vós?
Que me diz o teu sorriso
quando te vejo alheado?
Que pergunta me fazes
com esse olhar calado?
Que mundo é o teu mundo
em silêncio fechado?
Que mundo é o meu mundo
em palavras pronunciado?
A ternura que me tolda
o olhar embaciado,
revolve-me de vergonha
do país mal amado.
Não te sentes ameaçado
pela revolta surda
do discriminado?
Talvez antes orgulhoso
perante a luta determinada
de gente segura
e merecedora
de um prémio maior
- o respeito!
Sente-se no peito
inchado do vento
que insufla as velas
do veleiro
que em ti, menino surdo,
viaja carregado de sonhos
e em malas, empacotados.
Odete ferreira
Essas crianças que adoro
Me deixam preocupada
Por elas tantas vezes choro
Quando não posso fazer nada
Não passam de diabretes
Para chamar atenção
Trocam até galhardetes
Oh que grande confusão
Disputam o lugar à mesa
Quem perto da mãe vai ficar
Até ter a certeza
Que na próxima vai trocar
Mas se alguma coisa acontece
Procuram então ajudar
Do resto até se esquece
Deixando o pó assentar
É uma ciumeira
Infundada, sem razão
Quero-os a todos à minha beira
São a minha perdição
Essas crianças adoradas
Por mim foram desejadas
R. Ferreira
CRIANÇA
Criança que chora, que ri, que saltita,
criança esperança da vida e da alegria.
Não há no mundo criança que não seja bonita,
enquanto houver crianças, no mundo há magia.
Criança que corre, que salta e não se cansa,
criança é amor, arteira com transparência.
Cheirosa, carinhosa. Criança é criança,
por vezes se zanga e apela à nossa paciência.
Hoje é dia da criança e amanhã também será!
Vamos encher as escolas e dar-lhes melhores
condições,
criança tem ciúmes é um coração cheio de amor.
O futuro da criança é agora, já, vamos lá,
só educando-as bem, as libertamos dos grilhões,
porque a criança precisa dos cuidados duma flor.
Joaquim Barbosa
MEU MENINO
Chegaste de mansinho à minha vida
Rosado ...macio... cheiroso, amado,
Num só olhar fiquei aturdida
Meu coração ficou algemado.
Olhar traquino...
Com desatino correr pular,
Essa inocência de menino
Que brilha nos teus olhos de luar.
Trazes o sol a brilhar no rosto
E o perfume de flores campestres,
És o calor do verão de Agosto
Nos lábios sabor de frutos silvestres.
Tens alma de azul turquesa
Sonhos de bombeiro ...pirata ...polícia...
És arco íris de extrema beleza
Pluma em plena carícia .
Tropeças doí doí.. fazes beicinho
És como chilreio matinal ,
Passarinho caindo do ninho
Prece minha doutrinal .
De cara suja cheirando a jasmim,
Acolho-te num mar de abraço
És minha flor de cor carmesim
Para ti meu colo não terá cansaço.
C.B.C
<<<<<<<<<<<<<<<<<O MELHOR DO MUNDO>>>>>>>>>>>CRIANÇAS ...!Deve-se o maior respeito à Criança...!E dizer que por este Mundo Há crianças que nunca serão Crianças,tudo pelas Ganancias ...!E dizer quando elas não podem escolher,senão entre a Covardia e a Violência...!E dizer saber que o Futuro passa pela Criança,que o homem que já foi Criança não respeita...!E a Criança dizer que quando for Grande,queremos ser como eles estúpidos como eles...!Mal tratar ou até violar...!As Crianças acham tudo em Nada,os Homens não acham nada em tudo...!As Crianças vêem -se iluminadas dos dois lados,pena serem mal tratados...!As Crianças nascem com uma coragem ,que os homens fazem por vezes barragem...!Para ser alguém é preciso passar por ser Criança ter uma boa infância ...!"Quando a se é Criança ,é preciso ser muitos para ser alguém...!"Criança merece o melhor do Mundo...!Os meus escritos Temáticos de:"DA MINHA MENTE&recados(M.S)Mário Sampaio.
Porque não,
ser sempre criança
crescendo em poesia
na insignificância eterna
de todas as coisas.
Sentir o prazer sublime
das borboletas que voam.
Viver o imaginário da fantasia
perpetuando inocência no olhar
e ceder à memória o privilégio
de uma vida já inexistente.
Porque não,
Sorrir, rir , brincar,
ser criança em estado permanente!
(eu) Cristina
Cebola
CRIANÇA
Criança,
tu és o futuro e a solução
das nossas ansiedades
projectadas num porvir
de incertezas
e de esperanças adiadas.
Os teus olhos inquietos
buscam os nossos
como barca que se amarra
ao ancoradouro
equilibrada em ondas lentas
a mão que te segura
a cabecinha macia e pequena.
As amarras prendem-nos,
criança,
num abraço de afectos
e juntos percorremos
um caminho trilhado de doutrinas
de conselhos e conceitos
de um mundo conceptualizado e morto.
O teu mundo,
criança,
é criativo e vive nos ideais
que filosoficamente nos transmites
na singeleza da tua ingenuidade.
E cantas melodias
sem saber as letras...
E contas histórias
de fadas inventadas...
E dizes verdades
tecidas com fios de sonho e fantasia...
E defendes a tua verdade
com o fulgor da idade
e da certeza que te assiste
no mundo que construíste
e que é só teu...
E só tu és o Rei
desse tão grande Reino !
Lenea Bispo
O melhor são as crianças
E se o mundo fosse uma bola
de farrapos ou de cristal
e cada criança jogasse
um direito universal?!
Até podia cair e ficar
despedaçado, mas dava
a cada menino a alegria
de um bocado.
Assim inteiro e soberbo,
só alguns podem jogar,
outros nem direito têm
na bancada ao seu lugar.
E os homens fazem as regras
e ficam na plateia,
aguardando os cordeirinhos
tal e qual uma alcateia.
E já no fim do banquete,
embriagados de lembranças,
vão entoando frases feitas:
o melhor são as crianças.
Maria da Fonte
Criança
Como posso desejar se não posso ter?
Como me permitem sonhar se me assaltam os sonhos?
Como sois maus para mim... gente grande!
Ai estas grades que prendem minhas mãos,
Que algemam minha esperança futura!
Contemplo o silêncio, aquele que me ensombra,
Meu pensamento... sem respostas,
Todas as vozes se escondem no meu coração,
Queria tanto...
Sonhar-me num silêncio perfeito e feliz,
Mas como posso querer se não posso ser?
C.C.
Criança
És fruto, da semente de um amor
Genuíno e sublime.
Anjo originário do céu
Que chega e chora
Que não entende, esta gente.
És a essência que transporta
O brilho das estrelas, misterioso
O calor do sol a radiar
E o perfume das flores a brotar, da terra.
És pálida, negra, alta, roliça
Baixa, esperta, rica, pobre…
És tudo o que de melhor há, no orbe.
És imaculada, brincalhona
Risonha e melódica
Arco-íris em harmonia.
És curiosidade ambulante, ternura
Borboleta dançante e angélica figura.
És o ser, que mesmo antes de articular
Despertou o poder, da voz grandiosa
E declamou, poesia maravilhosa.
Cedes luz à vida dos teus
E em tudo o que tocas, com graça genuína.
És o futuro e a herança do universo
E a que veste a cor da esperança…
És a paixão e o amor, de mãos dadas
A delicia plena, que move e abraça o mundo!
Telma Estêvão
CRIANÇA
Ter de novo doze anos
Afastar as responsabilidades
Gozar as férias grandes
Apenas sentar e servir me
Sair de manhã voltar almoço
Sair de tarde (vir lanchar) voltar jantar.
Ter de novo doze anos
Pensar apenas nas brincadeiras
Nos jogos de futebol, nos cowboys
No joga da malha, nos botões
(até puxar de um cigarro, tanto se experimenta)
Sentar à fresca, no monte, e conversar.
Ter de novo doze anos
Ver meus heróis na televisão
Escutar rádio e musicas de momento
Sonhar com tesouros a encontrar
Com amiguinhas beijo trocar
Brincadeira - sempre, em contínuo, andar.
Ter de novo doze anos
Ansiar pelos dezoito (ilusão/desilusão)
Nessa pressa, que sempre lamentaremos.
A escola – viver devagar, furtar a estudo
Desejava ter de novo doze anos
Para a filhos (eternas crianças) : a
responsabilidade retirar!
Luís Pereira Gomes
Para ti...Criança encantadora
Como é lindo o teu olhar
De uma beleza sem fim
Dá-me o brilho dos teus olhos
Pois os meus não são assim.
Quando olho nos teus olhos,
Só vejo neles pureza
Não há dúvida, és criança
Disso eu tenho a certeza.
Como eu gosto do teu sorriso
Nele só vejo ternura
Jamais vou poder esquecer
Tão tamanha doçura.
A tua voz é pura e meiga
Cada gesto teu tem beleza
Não deixes nunca que a vida
Te tire essa riqueza.
Dentro do teu coração
Há ingenuidade e amor
Nunca deixes perder
Esse teu ar encantador.
E quando um dia fores à escola
Então sim, vais poder ler
Foi pra ti, criança encantadora
Que a tia quis escrever.
E quando já souberes ler,
Recorda sempre e sorri
Nunca esqueças,
Com amor...
...A tua tia Vivi.
MV
QUIMERAS AO SOL
Oh, quando eu era criança
Trazia nos olhos quimeras irresistíveis
Plantadas ao sol bordado d’esperança
Quais os obstáculos temíveis?!
Fadiga, náusea ou saudade?!
Não! Quando o sonho é perfeito
Até à chuva se caminha em liberdade
Agora tod’o castelo está desfeito!
Em pedaços mil rasgos de fantasia
Prazer, ingenuidade, alegria?
Só a mágoa me preenche sem fim!
Se algum dia atingi a felicidade
Foi entre pétalas puras de jasmim
Hoje nem de farejar tenho vontade!
Jessica
Neves
São as crianças
Que vi crescer no meu ventre
Aquele ser inocente
Que no peito amamentei
Partilhar das brincadeiras
Com tantas crianças à minha volta
De felicidade ficava louca
Mas esse tempo
Passa rápido como o vento
Aproveitei cada momento
Para educar
E partilhar
Meu carinho
E afetos
Agora já são crescidos
Tenho que brincar com os netos
R.Ferreira
As crianças
Meus amores
Sempre cheia de esperanças
Que na vida fossem alguém
Mesmo não sendo doutores
Fossem pessoas de bem
São príncipes e princesas
Que eu própria coroei
Com coroas de rosas
Amarelas e brancas
Que nos campos apanhei
E por ali havia tantas
E ficavam tão formosas
A idade era indiferente
Quando se tratava de brincar
Ficavam todos contentes
Por eu os ajudar
Eram tantas as crianças
Que vinham de toda a aldeia
Para ali poder brincar
Por vezes a casa já estava cheia
Que não tinha mais lugar
R.Ferreira
Criança!
Há crianças que são enormes
Na sua forma de estar
E nós ficamos desconformes
Quando as estamos a olhar
Olhamos e nos sentimos
Como se fosse a primeira vez
É assim que nós as vimos
E apalpamos a sua tez
Quando as coisas se adiantam
Julgamos que anda ali enfermidade
E as crianças nos espantam
Com toda a sua espontaneidade
São tão belas as crianças
Quando começam a falar
Ficamos com tantas esperanças
Ao vê-las a deixar de patinhar
Começam a dizer mamá e papá
Quase logo ao mesmo tempo
Brincam com o que lá há
Mesmo que seja um tormento
Metem tudo para a boca
E isso é uma preocupação
Põe a família meio louca
Com aquela situação
Depois começam a crescer
Deixam de ser tão cativantes
Mas, contudo, gosto de ver
Quando elas são insinuantes
Insinuam-se e até nos enganam
Com a sua falsa alegria
Com pedidos que delas emanam
Que contém muita magia
É assim a criançada
Mesmo que julguem que não
É uma alegria de mão beijada
Para quem como elas são
Armindo Loureiro
O riso de uma criança
O riso de uma criança
Alegra o meu coração
A sua doce inocência
Tem para mim um condão
Ver os seus primeiros passos
Acompanhar sua infância
Segura-la entre meus braços
Quanto te amo criança
Ver seus olhos a brilhar
De alegria e prazer
Para do mal a guardar
Vamos para ela viver
Quando reina a harmonia
Mesmo ouvido á distancia
Nada iguala em alegra
O riso de uma criança
Jorge Caraça

“SÃO AS CRIANÇAS”
Somos crianças um dia!
Crescemos somos crianças.
Vivemos com alegria,
e mais tarde de lembranças.
Nascemos tão pequeninos
e aos poucos vamos crescendo.
Seremos sempre meninos,
mesmo querendo ou não querendo.
Começamos a andar e a falar,
dizemos o que mais convém.
Nossas primeiras palavras:
-são para o pai e para a mãe.
Vem a creche e o infantário,
onde fazemos amiguinhos.
Depois a escola primária,
começam a ir-se os miminhos.
Preparatório, secundário,
ao ritmo do crescimento.
A nossa vida é um fadário,
aproveitemos o momento.
Depois vem o superior,
se é que queremos ser alguém!
Uma vida de aprendizado,
e tudo que nela contém.
Pelo meio uns namoricos,
que levam ao casamento.
Entre o amor e a paixão,
tudo é deslumbramento.
Ainda ontem era criança,
como o tempo passou depressa!
Hoje resta-me a esperança,
dar-me ao mundo como promessa.
Joaquim Barbosa.
CRIANÇA
A ti – criança!
Queria ser água para te levar
pelos rios da liberdade...
Queria ser sol para iluminar teu caminho...
Queria ser flor para alegrar o teu viver
e te ajudar a sorrir sempre!
Porque o teu sorriso sincero e espontâneo
consegue quebrar a indiferença
e o egoísmo dos homens com o coração de gelo!
Queria ter um braço gigante
para te ajudar a levantar cada vez que caísses
e ter mais poder para te incentivar
a seguires em frente com os teu sonhos,
com coragem e esperança!
Queria ser mágico para fazer dos teus dias
bem alegres, em que não tivesses frio nem fome,
onde não te sentisses triste e só,
numa família que te amasse
como tu mereces e vivesses em condições,
e com dignidade,
onde fossem respeitados teus direitos,
e pudesses crescer num mundo mais seguro,
onde te sentisses confortável
e visses em cada pessoa um amigo,
que está sempre pronto a apoiar-te,
para que tu cresças alegre, saudável e feliz!
Bernardina Pinto
Partículas do mundo
Nos olhos da criança vive a esperança
A luz, que maravilhosamente nos seduz…
Vive a harmonia da verdade.
E em nós, adultos pequenos, vive talvez a saudade
de uma infância passada
com um pouco de inveja… que seja!
Dessa criança pequena que cresce serena sem
maldades na alma…
E todos sem crer, também o queriam ser, apenas por
um instante.
No amor da criança… nasce a confiança
para o seu olhar continuar a contar coisas ainda
por vir…
e o seu sorrir ilumina os céus coberto de véus
as sombras são da cor de um futuro de amor…
e as pequenas partículas do mundo
são no fundo uma criança a brincar,
são o seu olhar com o brilho do luar!
Viva a criança que traz a esperança…
Viva a alegria do seu cantar… dançar…
viva o sonho que nos faz voar,
nos braços da criança que nos ensina amar…
Celeste Seabra
[Queria...Quero um
Mundo para Crianças...]
Se EU pudesse...
ai... se eu pudesse...
acabava com as nefasta guerra
transformava as armas em pão
fazia do mundo um jardim...
deitava boas sementes à terra
ai...se eu pudesse...
fazia no mundo uma revolução
povoava-o de Anjos Querubim...
cantando cada ideia... a mais pura
levando a todos o conhecimento...
ai... se eu pudesse...
mandava o vento soprar beijinhos
carregava as nuvens de ternura...
banindo da terra todo o sofrimento
ia fazer sorririr tantos meninos...
ai... se eu pudesse...
abria no deserto tantos furinhos
a guardar chuvinha da mais pura...
enchia muitos e tamanhos pucarinhos
a matar a sede a quem tem...
ai se eu pudesse...
fazia do Mundo a maior Mãe...
a "mater" de grandes e pequeninos
aquela que no seu seio contém
um mundo para todos os Meninos...
ai... se eu pudessse...
[Existia mesmo esse Mundo para Crianças...]
de:aileda/adeliavaz
Tema FLOR
16-05-2012
FLOR (JUNTO AO MAR)
Ficaste-me a distância
igual à do meu abaixamento
Para colher do jardim uma flor,
Que levei pela rua fora
Enquanto me olhavam mulheres estranhas
Com uns olhos de querer também…
Avistei-te, vieste e disse-te:
“É para ti, meu bem!”
E como quando colhi a flor do jardim, abaixei-me,
Para te colher com uma mão,
E te puxar pela tua
Enquanto subiste os degraus da esplanada
Com um sorriso que te ficou bem…
Olhei-te, olhei a flor e disse-te:
“És linda, e ela também...”
Para colher do jardim uma flor,
Que levei pela rua fora
Enquanto me olhavam mulheres estranhas
Com uns olhos de querer também…
Avistei-te, vieste e disse-te:
“É para ti, meu bem!”
E como quando colhi a flor do jardim, abaixei-me,
Para te colher com uma mão,
E te puxar pela tua
Enquanto subiste os degraus da esplanada
Com um sorriso que te ficou bem…
Olhei-te, olhei a flor e disse-te:
“És linda, e ela também...”
FLOR
Flor
Que admiro, sem tocar
Vem
Faz me, de novo, sonhar.
Flor
Que adoro, sem conhecer
Mostra te
Faz me também tudo ver.
Flor
Que sinto, em teu perfume
Entrenha te
Faz me um ser, sem queixume.
Flor
Que pareces caminhar
Sorri
Faz me, ai, fantasiar.
Flor
Que encantas qualquer jardim
Entrega te
Sem medo, e vem: a mim!
Luís Gomes Pereira
Flor
Que admiro, sem tocar
Vem
Faz me, de novo, sonhar.
Flor
Que adoro, sem conhecer
Mostra te
Faz me também tudo ver.
Flor
Que sinto, em teu perfume
Entrenha te
Faz me um ser, sem queixume.
Flor
Que pareces caminhar
Sorri
Faz me, ai, fantasiar.
Flor
Que encantas qualquer jardim
Entrega te
Sem medo, e vem: a mim!
Luís Gomes Pereira
FLOR
No jardim da minha vida,
Muitas flores eu conheci,
Algumas de raros aromas,
Outras de belas encantadores cores!
Em cada alameda sempre existe uma flor,
Que nos olha de uma maneira especial
E nas lágrimas feitas pétalas,
Há a presença de amor ou dor!
Tu és a minha flor,
Aquela camélia que deu belos rebentos,
Rebentos que vão dando novas cores
E novos amores a este mundo de beleza!
E esta vida de deslumbrantes fragrâncias,
Que a flor em cada esquina, brotada,
Vai oferecendo para nosso deleite,
Leva-me a sentir o prazer da doçura,
Que na flor me afaga a alma!
Aspiro e respiro o perfume de ti,
Flor da minha vida.
José Carlos Moutinho
No jardim da minha vida,
Muitas flores eu conheci,
Algumas de raros aromas,
Outras de belas encantadores cores!
Em cada alameda sempre existe uma flor,
Que nos olha de uma maneira especial
E nas lágrimas feitas pétalas,
Há a presença de amor ou dor!
Tu és a minha flor,
Aquela camélia que deu belos rebentos,
Rebentos que vão dando novas cores
E novos amores a este mundo de beleza!
E esta vida de deslumbrantes fragrâncias,
Que a flor em cada esquina, brotada,
Vai oferecendo para nosso deleite,
Leva-me a sentir o prazer da doçura,
Que na flor me afaga a alma!
Aspiro e respiro o perfume de ti,
Flor da minha vida.
José Carlos Moutinho
Flor
Cada flor é uma dádiva de Deus para colorir
a nossa natureza e a nossa vida;
perfumar a nossa alma com a sua beleza!
Cada flor é única e bela e é tão bom oferecer
e receber flores de alguém que gostamos !
Uma flor é uma das mais lindas prendas que
podes receber pelo seu significado e simplicidade.
É uma bênção que faz sorrir e alegra qualquer
coração sensível e apaixonado pela vida!
É um verdadeiro encanto ver um jardim
com lindas flores ou passear por um campo
todo florido como um tapete colorido
que alguém deixou ali para tu admirares
e veres como a natureza é maravilhosa...
Dar uma flor é um gesto nobre, de amor,
de amizade e gratidão.
ou até mesmo para
Pode deixar alguém alegre e a sorrir... como
quem enxuga as lágrimas que teimam em cair!
As flores encantam qualquer espaço
e sempre que nos oferecem flores
fica o perfume da amizade e do amor no ar
e o nosso coração fica mais colorido e alegre.
Adoro flores! Todas elas são lindas...
Elas são os sorrisos de Deus para cada um de nós!
Bernardina Pinto
Cada flor é uma dádiva de Deus para colorir
a nossa natureza e a nossa vida;
perfumar a nossa alma com a sua beleza!
Cada flor é única e bela e é tão bom oferecer
e receber flores de alguém que gostamos !
Uma flor é uma das mais lindas prendas que
podes receber pelo seu significado e simplicidade.
É uma bênção que faz sorrir e alegra qualquer
coração sensível e apaixonado pela vida!
É um verdadeiro encanto ver um jardim
com lindas flores ou passear por um campo
todo florido como um tapete colorido
que alguém deixou ali para tu admirares
e veres como a natureza é maravilhosa...
Dar uma flor é um gesto nobre, de amor,
de amizade e gratidão.
ou até mesmo para
Pode deixar alguém alegre e a sorrir... como
quem enxuga as lágrimas que teimam em cair!
As flores encantam qualquer espaço
e sempre que nos oferecem flores
fica o perfume da amizade e do amor no ar
e o nosso coração fica mais colorido e alegre.
Adoro flores! Todas elas são lindas...
Elas são os sorrisos de Deus para cada um de nós!
Bernardina Pinto
Perfume de Asas de
Flor...
Neste voo de borboleta,
Respiro cada flor de meu jardim,
Toco minhas asas na rosa,
Pico-me no espinho... clamor de dor!
Em cada (re)volta ao jardim,
Perfumo minhas asas multicor,
De fantasias... e sonhos!
No meu jardim... (en)cantado
Não há regras, nem leis,
Nem ordens... normas... algemas,
É o Eden... da minha história,
(E)lá que cultivo malmequeres desejos,
Semeando borboletas de emoção,
Colhendo (se)mentes de amor,
Que se espalham no (a)braço do tempo
E a borboleta... é tão só a minha alma,
Pólen esvoaçante de mim,
Que se liberta...
Em cada suave adejo de asa,
Brisa leve... beijando cada senda,
Das pétalas de meu jardim!
Cristina Correia
Neste voo de borboleta,
Respiro cada flor de meu jardim,
Toco minhas asas na rosa,
Pico-me no espinho... clamor de dor!
Em cada (re)volta ao jardim,
Perfumo minhas asas multicor,
De fantasias... e sonhos!
No meu jardim... (en)cantado
Não há regras, nem leis,
Nem ordens... normas... algemas,
É o Eden... da minha história,
(E)lá que cultivo malmequeres desejos,
Semeando borboletas de emoção,
Colhendo (se)mentes de amor,
Que se espalham no (a)braço do tempo
E a borboleta... é tão só a minha alma,
Pólen esvoaçante de mim,
Que se liberta...
Em cada suave adejo de asa,
Brisa leve... beijando cada senda,
Das pétalas de meu jardim!
Cristina Correia
E quis-me assim:
Urgentemente flor
Desabrochei no silêncio do papel
Para silenciosamente deixar o meu aroma.
Ei-lo!
Sintam-no!
Ele é tão somente palavras
Fervilhando nos meus dedos
Pecando no poema por escrever...
O poeta peca...
A flor nasce!
Ei-la!
(eu) Cristina Cebola
Urgentemente flor
Desabrochei no silêncio do papel
Para silenciosamente deixar o meu aroma.
Ei-lo!
Sintam-no!
Ele é tão somente palavras
Fervilhando nos meus dedos
Pecando no poema por escrever...
O poeta peca...
A flor nasce!
Ei-la!
(eu) Cristina Cebola
Flores do nosso Jardim
Sonhei-te!
Num sonho real construímos o tudo.
Demos as mãos!
E de mãos dadas conquistámos o mundo.
Foram sonhos de amor...
Onde vimos desabrochar pétalas,
E nascerem flores.
Formámos um jardim
Suspenso, encantado,
Onde o sol brilha dia e noite.
Inspira-se o cheiro das flores
Em notas musicais de rosa e jasmim.
Das flores exalam melodias,
Sinfonias cantadas de amor.
Primeiro desabrochou a rosa,
Viva, perfumada, apaixonada,
Irreverente...depois,
Com belas notas florais,
Sentimos o aroma do jasmim.
Esse que todos os dias,
Teima perfumar o jardim.
Ao sol de uma primavera quente,
Quase verão,
Desabrocharam duas camélias.
O aroma ficou mais intenso,
E o jardim mais colorido,
E o sol mais brilhante,
E o nosso sonho mais florido.
E no jardim suspenso
Da nossa vida,
Deixamos o aroma
De termos vivido...
(eu) Cristina Cebola
Sonhei-te!
Num sonho real construímos o tudo.
Demos as mãos!
E de mãos dadas conquistámos o mundo.
Foram sonhos de amor...
Onde vimos desabrochar pétalas,
E nascerem flores.
Formámos um jardim
Suspenso, encantado,
Onde o sol brilha dia e noite.
Inspira-se o cheiro das flores
Em notas musicais de rosa e jasmim.
Das flores exalam melodias,
Sinfonias cantadas de amor.
Primeiro desabrochou a rosa,
Viva, perfumada, apaixonada,
Irreverente...depois,
Com belas notas florais,
Sentimos o aroma do jasmim.
Esse que todos os dias,
Teima perfumar o jardim.
Ao sol de uma primavera quente,
Quase verão,
Desabrocharam duas camélias.
O aroma ficou mais intenso,
E o jardim mais colorido,
E o sol mais brilhante,
E o nosso sonho mais florido.
E no jardim suspenso
Da nossa vida,
Deixamos o aroma
De termos vivido...
(eu) Cristina Cebola
FLOR
Sentada na porta da casa
Casa branca e amarela
Lembrando girassóis
A cor dela.
Menina Flor
Tal qual rosa perfumada
Alegre como as margaridas
Miúdas e agrupadas
Menina Flor
Tal qual orquídea
Rara e bela
Pelo amor espera
Menina Flor
Como lírios brancos
Simplesmente solta
Sufoca seus prantos
Menina Flor
Violeta na janela
A tudo observa
Sorridente e sapeca
Menina Flor
Flor de menina
Delicada
Pura demais para ser tocada
Flor na beleza
Tem que ser respeitada
Não deve ser podada
Menina Flor
Flor de menina
Segue a vida
Transformada em poesia
Tal qual alecrim
Sugere coragem e felicidade
Começo sem fim.
Lucilia Mendes
Sentada na porta da casa
Casa branca e amarela
Lembrando girassóis
A cor dela.
Menina Flor
Tal qual rosa perfumada
Alegre como as margaridas
Miúdas e agrupadas
Menina Flor
Tal qual orquídea
Rara e bela
Pelo amor espera
Menina Flor
Como lírios brancos
Simplesmente solta
Sufoca seus prantos
Menina Flor
Violeta na janela
A tudo observa
Sorridente e sapeca
Menina Flor
Flor de menina
Delicada
Pura demais para ser tocada
Flor na beleza
Tem que ser respeitada
Não deve ser podada
Menina Flor
Flor de menina
Segue a vida
Transformada em poesia
Tal qual alecrim
Sugere coragem e felicidade
Começo sem fim.
Lucilia Mendes
Flor, rosa fogo
Flor que apanhei na vereda
caminho primaveril que trilho
como espiga de milho
que desfolho enfeitiçada.
Apareceste em forma de rosa
- vermelho carminho.
Sobressaltada te colhi.
Sorridente (te)rejuvenesci!
Em jarra de vidro
construí o teu ninho.
Em sonho te semeei.
Em quadro abandonado
de outras cores te pintei.
Deu cor a sentimentos
Descoloridos, perdidos
em amorfos tempos
que corriam
sem o sal
do teu (a)mar.
Flor, rosa fogo!
Luz de noites escuras.
Estrela guia
da mulher menina!
No caminho
(da vida pergaminho)
és a flor de profético sentido.
Ébria do teu odor, fogo do meu calor…
Odete Ferreira
Flor que apanhei na vereda
caminho primaveril que trilho
como espiga de milho
que desfolho enfeitiçada.
Apareceste em forma de rosa
- vermelho carminho.
Sobressaltada te colhi.
Sorridente (te)rejuvenesci!
Em jarra de vidro
construí o teu ninho.
Em sonho te semeei.
Em quadro abandonado
de outras cores te pintei.
Deu cor a sentimentos
Descoloridos, perdidos
em amorfos tempos
que corriam
sem o sal
do teu (a)mar.
Flor, rosa fogo!
Luz de noites escuras.
Estrela guia
da mulher menina!
No caminho
(da vida pergaminho)
és a flor de profético sentido.
Ébria do teu odor, fogo do meu calor…
Odete Ferreira
Flor do meu peito…
Tenho uma flor no meu peito
Que jamais se dá de si
É uma flor a preceito
Que tem muito amor por ti
Há quem lhe chame coração
Mas eu chamo-o mesmo assim
É esta a minha opinião
Para essa flor que sai de mim
Flores existem aos molhos
Espalhadas por todo o lado
Mas quando são escolhos
Não lhes canto o meu fado
Aquela que tenho em mim
É uma flor desabrochada
Guardei-a por ser assim
A flor por mim amada
Gosto delas em coração
Tenho por elas grande ternura
São para mim grande paixão
Por sua singela formosura
Espalhadas por meu jardim
Há um sem número de flores
Que eu gosto de ver assim
Elas são os meus amores
A uma mulher nem com uma flor
Se bate diz o ditado
Um beijinho de muito amor
É esse o meu recado
Armindo Loureiro
Tenho uma flor no meu peito
Que jamais se dá de si
É uma flor a preceito
Que tem muito amor por ti
Há quem lhe chame coração
Mas eu chamo-o mesmo assim
É esta a minha opinião
Para essa flor que sai de mim
Flores existem aos molhos
Espalhadas por todo o lado
Mas quando são escolhos
Não lhes canto o meu fado
Aquela que tenho em mim
É uma flor desabrochada
Guardei-a por ser assim
A flor por mim amada
Gosto delas em coração
Tenho por elas grande ternura
São para mim grande paixão
Por sua singela formosura
Espalhadas por meu jardim
Há um sem número de flores
Que eu gosto de ver assim
Elas são os meus amores
A uma mulher nem com uma flor
Se bate diz o ditado
Um beijinho de muito amor
É esse o meu recado
Armindo Loureiro
Flor
Flores, floridas
Corações abertos
Sois todas umas queridas
Quando dou os passos certos
Gosto de vós assim
Desta forma exemplar
Já que sois para mim
Tudo aquilo que quero amar
Amo-vos ternamente
Tenho medo de vos ferir
Passo-vos as mãos
Fico contente
Gosto muito desse sentir
É tão linda a Primavera
E as flores do meu jardim
Quem vos ama
Sempre espera
Uma flor que seja assim
Armindo Loureiro
Flores, floridas
Corações abertos
Sois todas umas queridas
Quando dou os passos certos
Gosto de vós assim
Desta forma exemplar
Já que sois para mim
Tudo aquilo que quero amar
Amo-vos ternamente
Tenho medo de vos ferir
Passo-vos as mãos
Fico contente
Gosto muito desse sentir
É tão linda a Primavera
E as flores do meu jardim
Quem vos ama
Sempre espera
Uma flor que seja assim
Armindo Loureiro
APENAS MAIS UM GRITO...
Manjericos, rosmaninhos,
Não tomem a dianteira
Que eu rumo à razão primeira
Da voragem dos caminhos!
Saibam-me em rumos perdidos
Por minha própria vontade
Quando a vossa for tão pouca
Que me obrigue a ser mais louca
Do que uma meia-verdade
Que apenas fale aos sentidos…
Oiçam-me em novas linguagens
- embora em corpo já gasto… -
Desdenhar das hierarquias
Ostentando as mãos vazias
Das coisas com que me basto
Quando dispenso as roupagens…
Rosa em jardim de cultivo,
Vem libertar-te também,
Sai desse espaço cativo
Que ousa prender-te… por bem!
Repara que nunca ordeno,
Que encontro sem procurar
E abomino as tradições…
Ou atenta nas razões
Que jamais te hão-de ocultar
As traições que eu mais condeno…
Crê na vida pela vida,
Sente o que souberes sentir…
E salta! Rompe o teu cerco,
Que eu, mesmo só, não me perco;
Sei sempre onde devo ir,
Nunca fico dividida… :)
Maria João Brito de Sousa
Manjericos, rosmaninhos,
Não tomem a dianteira
Que eu rumo à razão primeira
Da voragem dos caminhos!
Saibam-me em rumos perdidos
Por minha própria vontade
Quando a vossa for tão pouca
Que me obrigue a ser mais louca
Do que uma meia-verdade
Que apenas fale aos sentidos…
Oiçam-me em novas linguagens
- embora em corpo já gasto… -
Desdenhar das hierarquias
Ostentando as mãos vazias
Das coisas com que me basto
Quando dispenso as roupagens…
Rosa em jardim de cultivo,
Vem libertar-te também,
Sai desse espaço cativo
Que ousa prender-te… por bem!
Repara que nunca ordeno,
Que encontro sem procurar
E abomino as tradições…
Ou atenta nas razões
Que jamais te hão-de ocultar
As traições que eu mais condeno…
Crê na vida pela vida,
Sente o que souberes sentir…
E salta! Rompe o teu cerco,
Que eu, mesmo só, não me perco;
Sei sempre onde devo ir,
Nunca fico dividida… :)
Maria João Brito de Sousa
FLOR
Dei-te o nome de floração
Feito de pétalas de silêncio
Inquietude solidão
Nomeado Florêncio
Chamo-te flor
Doce cor
Ilusão
De mim
Desabrochado no meu jardim
Numa qualquer Primavera
No terraço ou varandim
Entre as folhas da verde hera
Trepavas serpenteando
Silenciosa pantera
Todas as flores cheirando
Por entre os canteiros coloridos
Pé ante pé deslizando
Nos telhados e nos beirais
Nos regaços floridos
Entre odores sensuais
Marcavas o teu terreno
Elegante e sereno
Para mim essa linda flor
De brilhante pelo moreno
De todos os jardins uma beleza
Fofo leve pequeno amor
Bola de pelo bonito
Para mim com certeza
Mesmo que seja estranheza
Chamo ao meu gatito
Linda flor
…
musa
Dei-te o nome de floração
Feito de pétalas de silêncio
Inquietude solidão
Nomeado Florêncio
Chamo-te flor
Doce cor
Ilusão
De mim
Desabrochado no meu jardim
Numa qualquer Primavera
No terraço ou varandim
Entre as folhas da verde hera
Trepavas serpenteando
Silenciosa pantera
Todas as flores cheirando
Por entre os canteiros coloridos
Pé ante pé deslizando
Nos telhados e nos beirais
Nos regaços floridos
Entre odores sensuais
Marcavas o teu terreno
Elegante e sereno
Para mim essa linda flor
De brilhante pelo moreno
De todos os jardins uma beleza
Fofo leve pequeno amor
Bola de pelo bonito
Para mim com certeza
Mesmo que seja estranheza
Chamo ao meu gatito
Linda flor
…
musa
Azul-Flor
O meu jardim é azul
A fluir também água azul
Doce
Caudal sereno do meu rio
Onde te enfeitas e perfumas
De jasmim…
Os teus lábios de sede
Cantam o beijo
Que desperta em mim
Todas as pétalas aveludadas
Das flores azuis
Repousadas no afluente do teu corpo
Quente do estio
Desenhando o meu olhar em flor
No teu
Corola ateada em eterna busca de ti…
Todo o meu jardim se cobre de matizes
Azuláceas
E renasce na imensidão do meu rio…
Rosa Fonseca
O meu jardim é azul
A fluir também água azul
Doce
Caudal sereno do meu rio
Onde te enfeitas e perfumas
De jasmim…
Os teus lábios de sede
Cantam o beijo
Que desperta em mim
Todas as pétalas aveludadas
Das flores azuis
Repousadas no afluente do teu corpo
Quente do estio
Desenhando o meu olhar em flor
No teu
Corola ateada em eterna busca de ti…
Todo o meu jardim se cobre de matizes
Azuláceas
E renasce na imensidão do meu rio…
Rosa Fonseca
[FLOR]
* "Madressilvas"!!! ... "Madressilvas"!!!
sinto-me agorinha enlaçada
tal aroma chega até mim ...
cheirosas de tão perfumadas
madressilvas do teu jardim...
neste éden mui peculiar...
paraíso onde há trepadeiras
esses afagos doces, a consolar
as mais dengosas carpideiras...
em firmes braçadas crescendo...
madressilvas desse jardim teu
são ternura me envolvendo...
alimentando este sonho meu:
Desejo de arte aventuras
espectacular num vivo colorido...
um desejo de perfeição
ao rematar um tempo vivido...
no Homem com coração
pigmentos tais...são ternuras...
de:aileda/adeliavaz
* "Madressilvas"!!! ... "Madressilvas"!!!
sinto-me agorinha enlaçada
tal aroma chega até mim ...
cheirosas de tão perfumadas
madressilvas do teu jardim...
neste éden mui peculiar...
paraíso onde há trepadeiras
esses afagos doces, a consolar
as mais dengosas carpideiras...
em firmes braçadas crescendo...
madressilvas desse jardim teu
são ternura me envolvendo...
alimentando este sonho meu:
Desejo de arte aventuras
espectacular num vivo colorido...
um desejo de perfeição
ao rematar um tempo vivido...
no Homem com coração
pigmentos tais...são ternuras...
de:aileda/adeliavaz
FLOR
I
Se o vento leva as flores
Que eu não regue dores
Porque me sinto culpado
Não tê-las nunca regado
II
Flor linda já eu ofereci
Roubei daquele jardim
O guarda sorriu por fim
Entendeu eram para ti
III
Eu já nem sei dizer de cor
Nem o nome de uma flor
Mas o amor sim conheço
Tanto tempo reconheço
IV
Desculpa grande amor
Te ofendi com palavras
Não foi sem meu calor
Imenso te amo deverás
V
Aceita esta flor que roubei
Por nosso amor sei pequei
Esta lembrança guardarei
Eternamente eu te amarei
Fim
Alfredo Magalhães
I
Se o vento leva as flores
Que eu não regue dores
Porque me sinto culpado
Não tê-las nunca regado
II
Flor linda já eu ofereci
Roubei daquele jardim
O guarda sorriu por fim
Entendeu eram para ti
III
Eu já nem sei dizer de cor
Nem o nome de uma flor
Mas o amor sim conheço
Tanto tempo reconheço
IV
Desculpa grande amor
Te ofendi com palavras
Não foi sem meu calor
Imenso te amo deverás
V
Aceita esta flor que roubei
Por nosso amor sei pequei
Esta lembrança guardarei
Eternamente eu te amarei
Fim
Alfredo Magalhães
Ana
de Freitas
Parecia um sonho!
Juntos brincávamos num prado de amarguras
a voz, talvez do meu filho silenciou lamentações,
despertando emoções!
Avistámos naquele prado flores nunca vistas!
Tua mão na minha, meus dedos nos teus
descemos tal colina!
As flores.... umas belas outras perfumadas,
colhidas nesse..... despertar de emoções!
Perdi uma encontraste duas, deixaste duas,
colhi meia duzia.
Enorme e perfumado, tal ramo,levaste-o contigo
ficando o perfume em minhas mãos.
Acordei porém com minhas mãos perfumadas,
oferecendo tal perfume... esperança na verdade!
Da minha janela via o tão enorme ramo na tua.
Da tua.. cheiravas das minhas mãos tal perfume.
Parecia um sonho!
Até ao dia em que deixaste "roubar" o ramo!
Não "roubaram", porque quem gosta de flores
é de uma humanidade enorme,
quem gosta de flores.. gosta do mundo!
Parecia um sonho!
Helder Martins
Juntos brincávamos num prado de amarguras
a voz, talvez do meu filho silenciou lamentações,
despertando emoções!
Avistámos naquele prado flores nunca vistas!
Tua mão na minha, meus dedos nos teus
descemos tal colina!
As flores.... umas belas outras perfumadas,
colhidas nesse..... despertar de emoções!
Perdi uma encontraste duas, deixaste duas,
colhi meia duzia.
Enorme e perfumado, tal ramo,levaste-o contigo
ficando o perfume em minhas mãos.
Acordei porém com minhas mãos perfumadas,
oferecendo tal perfume... esperança na verdade!
Da minha janela via o tão enorme ramo na tua.
Da tua.. cheiravas das minhas mãos tal perfume.
Parecia um sonho!
Até ao dia em que deixaste "roubar" o ramo!
Não "roubaram", porque quem gosta de flores
é de uma humanidade enorme,
quem gosta de flores.. gosta do mundo!
Parecia um sonho!
Helder Martins
FLOR
No nosso jardim
há plantas que não dão flor.
Outras, florescem em cada estação
como renovação
do nosso amor.
No nosso jardim,
há as rosas de cor carmim
há os cravos brancos
a rivalizar com o jasmim.
E... há a Dama da Noite
cuja flor desabrocha
à hora do crepúsculo
quando a penumbra
envolve o espaço
de luz e sombra.
É então que a calma
chega devagarinho
a aconchegar-se em nós
a despertar-nos os sentidos.
É então que a Dama da Noite,
flor capciosa de encantos vários,
inunda o ambiente
de seu perfume exótico
e quente
envolvendo-nos
com a sua fragância
em notas
sensuais de aromas.
E aparece
envolta em capa de perfume,
a palavra ternura,
em nosso jardim
ali, plantada.
LB
No nosso jardim
há plantas que não dão flor.
Outras, florescem em cada estação
como renovação
do nosso amor.
No nosso jardim,
há as rosas de cor carmim
há os cravos brancos
a rivalizar com o jasmim.
E... há a Dama da Noite
cuja flor desabrocha
à hora do crepúsculo
quando a penumbra
envolve o espaço
de luz e sombra.
É então que a calma
chega devagarinho
a aconchegar-se em nós
a despertar-nos os sentidos.
É então que a Dama da Noite,
flor capciosa de encantos vários,
inunda o ambiente
de seu perfume exótico
e quente
envolvendo-nos
com a sua fragância
em notas
sensuais de aromas.
E aparece
envolta em capa de perfume,
a palavra ternura,
em nosso jardim
ali, plantada.
LB
Tema Música
09-05-2012
Música
São cinco
raios de sol
feitos linhas paralelas
sete cores
do arco-íris
nos quatro espaços
entre elas
sete notas musicais
duas claves
de abertura
com sons
agudos e graves
apronta-se
a partitura
instrumentos afinados
e bem sabida
a lição
bate o maestro
a batuta
qual varinha
de condão
entre escalas e acordes
ululantes
e em surdina
surge
o compasso da vida
no dobrar
de cada esquina.
Ana de Freitas
raios de sol
feitos linhas paralelas
sete cores
do arco-íris
nos quatro espaços
entre elas
sete notas musicais
duas claves
de abertura
com sons
agudos e graves
apronta-se
a partitura
instrumentos afinados
e bem sabida
a lição
bate o maestro
a batuta
qual varinha
de condão
entre escalas e acordes
ululantes
e em surdina
surge
o compasso da vida
no dobrar
de cada esquina.
Ana de Freitas
Música
Há música quando queremos,
na presença ou na ausência,
dos seres que amamos.
Há música quando desejamos,
ter presente os sonhos roubados,
por seres de que gostamos.
Há música como entendemos,
evocando, pensativamente,
seres de que temos saudades.
Escutamo-la em silêncio
aquietados pelo sofrimento.
Saboreamos as palavras.
Bebemos a melodia.
Caímos embriagados.
Permanecemos em letargia.
Há música que é saudade!
Há letras e melodias
de tamanha profundidade
que nos conferem identidade.
Já não pertencem aos autores…
Perderam-se de amores…
Por quem as ama de verdade.
Há música que é saudade!
Há música que faz sufocar.
Abre feridas adormecidas.
Como demoraram a curar!
Há música que faz dançar,
um coração palpitante.
Há música que faz chorar,
qualquer olhar errante.
Há música quando queremos,
na presença ou na ausência,
dos seres que amamos.
Há música quando desejamos,
ter presente os sonhos roubados,
por seres de que gostamos.
Há música como entendemos,
evocando, pensativamente,
seres de que temos saudades.
Escutamo-la em silêncio
aquietados pelo sofrimento.
Saboreamos as palavras.
Bebemos a melodia.
Caímos embriagados.
Permanecemos em letargia.
Há música que é saudade!
Há letras e melodias
de tamanha profundidade
que nos conferem identidade.
Já não pertencem aos autores…
Perderam-se de amores…
Por quem as ama de verdade.
Há música que é saudade!
Há música que faz sufocar.
Abre feridas adormecidas.
Como demoraram a curar!
Há música que faz dançar,
um coração palpitante.
Há música que faz chorar,
qualquer olhar errante.
Há música quando queremos!
Há música porque nos perdemos,
por entre mundos de saudade!
Odete Ferreira
MÚSICA
Música, que me estás a dar, cantas assim
Numa clara alusão a mentira, a escárnio.
Música, tu tanto a queres, escutar, ouvir
Que logo nos encaminha para a fruição.
Música, as palavras que ao meu coração, tocas
Na alegria que sinto ao escutá las.
Música, som que, deveria se sempre agradável
Nos invade, ora num ápice, ora entranhando se.
Música, sempre primeiro a harmonia do som
Depois, as letras que a acompanham, depois.
Música, que não cansa, eterna e sempre presente,
A outra, fica uns tempos e como veio, se vai.
Música, num paradoxo de emoções, a necessitamos
Nos momentos bons, nos menos bons, também.
Música, companheira ideal, nas viagens, tempos mortos,
Nas alturas de gozo, de partilha, nos significados da vida.
Música, permite a introspeção, a contemplação, o pensar
Nas paragens, necessárias, da correria: deste nosso viver!
Luís Gomes Pereira
Música, que me estás a dar, cantas assim
Numa clara alusão a mentira, a escárnio.
Música, tu tanto a queres, escutar, ouvir
Que logo nos encaminha para a fruição.
Música, as palavras que ao meu coração, tocas
Na alegria que sinto ao escutá las.
Música, som que, deveria se sempre agradável
Nos invade, ora num ápice, ora entranhando se.
Música, sempre primeiro a harmonia do som
Depois, as letras que a acompanham, depois.
Música, que não cansa, eterna e sempre presente,
A outra, fica uns tempos e como veio, se vai.
Música, num paradoxo de emoções, a necessitamos
Nos momentos bons, nos menos bons, também.
Música, companheira ideal, nas viagens, tempos mortos,
Nas alturas de gozo, de partilha, nos significados da vida.
Música, permite a introspeção, a contemplação, o pensar
Nas paragens, necessárias, da correria: deste nosso viver!
Luís Gomes Pereira
Fantasia Musical
Visto-me deste silêncio adágio,
Notas musicais me acariciam a alma,
Do-rida,
Re-tida,
Mi-s-tica,
Fa-daria,
Sol-maresia,
La-grimas,
Si-metrica,
Entre acordes… Ad Libitum…
É na música,
Que bebo o respirar do dia,
O suspirar da noite,
Me embalo em vozes cantatas!
É-me profunda esta solidão,
Onde meu corpo se de-compoe,
Em leve diapasão,
Num sopro em escala e estilo!
Ai… como é bela esta fantasia,
Quando meu corpo e alma
Se vestem de melodia…
Cristina Correia
Visto-me deste silêncio adágio,
Notas musicais me acariciam a alma,
Do-rida,
Re-tida,
Mi-s-tica,
Fa-daria,
Sol-maresia,
La-grimas,
Si-metrica,
Entre acordes… Ad Libitum…
É na música,
Que bebo o respirar do dia,
O suspirar da noite,
Me embalo em vozes cantatas!
É-me profunda esta solidão,
Onde meu corpo se de-compoe,
Em leve diapasão,
Num sopro em escala e estilo!
Ai… como é bela esta fantasia,
Quando meu corpo e alma
Se vestem de melodia…
Cristina Correia
” MÚSICA “
És única, transportas o infinito de mim, relaxas a minha alma, fazes com que abandone o meu corpo, sigo em frente sem pensar que tenho de voltar atrás, fazes o meu dia, pensas na minha tarde e refazes a nossa noite, deitas a tua forma no meu peito como pluma suave, elevas sentimentos, refletes na minha lágrima o que quero, o que vivo, parece fácil, parece possível… és sonho, um simples estalar de dedos tudo realiza, tudo renova… música, faz de mim o herói do momento, fecha os meus olhos e mostra-me a tua grandeza, mostra-me a tua alegria, dá-me o teu significado, esconde o meu tormento, entranha as tuas palavras no meu ser, entrega-me essa melodia, implora que te conheça, pede-me que não parta, lembra-me o quanto me faz falta, música, faz o meu coração bater, dá-me vida sem me tocares, sou a tua pauta, sou o teu paladar, és o vento que quero, és a minha forma de Amar.
Vitor Barradas
Alfredo Magalhães
MÚSICA
Sinto o dedilhar das notas,
Melodiosas e vitais.
Balanço no seu afago,
Nesta música que te trago,
Esta voz que me é
Um sopro do teu amor.
Ao ritmo dos nossos beijos,
Ao rimar das nossas palavras,
Viajamos pelas estradas,
Que nos levam com desejos,
De descobrir novos sons.
Mil e uma pautas de sonhos
Apenas entre estas mãos;
Que orquestram a vida
Arrebatando-nos em ovações,
Nos conduzem à partida,
A um cosmos perfaço de sensações.
Susana Costa
Sinto o dedilhar das notas,
Melodiosas e vitais.
Balanço no seu afago,
Nesta música que te trago,
Esta voz que me é
Um sopro do teu amor.
Ao ritmo dos nossos beijos,
Ao rimar das nossas palavras,
Viajamos pelas estradas,
Que nos levam com desejos,
De descobrir novos sons.
Mil e uma pautas de sonhos
Apenas entre estas mãos;
Que orquestram a vida
Arrebatando-nos em ovações,
Nos conduzem à partida,
A um cosmos perfaço de sensações.
Susana Costa
-- Música --
Música é o sussurro teu
nos meus ouvidos
Um gemido surdo
quando te toco
Minha doce cítara
em corpo de mulher
Sinfonia inacabada, que dedilho.
- j a godinho –
Música é o sussurro teu
nos meus ouvidos
Um gemido surdo
quando te toco
Minha doce cítara
em corpo de mulher
Sinfonia inacabada, que dedilho.
- j a godinho –
MÚSICA
Alegria/tristeza
Tenho música na cabeça,
alegre, por sinal, neste tempo triste.
Triste por contigo não falar!
Andas desaparecida, que se passa?
Nas alturas que costumas aparecer
não o tens feito, porquê?
Sabes bem quão ansioso fico
quando contigo, não falo, não rio,
não te vejo!
Apesar de tudo, música continua na cabeça
E vou trauteando enquanto escrevo,
estas palavras…tristemente!
Mas não quero este sentir,
sei que razão maior impede
teu querer, tua vontade,
de comigo tudo repartir!
Continua(o) música, trauteando e, alegre,
continuo a pensar em ti!
Luís Gomes Pereira
Alegria/tristeza
Tenho música na cabeça,
alegre, por sinal, neste tempo triste.
Triste por contigo não falar!
Andas desaparecida, que se passa?
Nas alturas que costumas aparecer
não o tens feito, porquê?
Sabes bem quão ansioso fico
quando contigo, não falo, não rio,
não te vejo!
Apesar de tudo, música continua na cabeça
E vou trauteando enquanto escrevo,
estas palavras…tristemente!
Mas não quero este sentir,
sei que razão maior impede
teu querer, tua vontade,
de comigo tudo repartir!
Continua(o) música, trauteando e, alegre,
continuo a pensar em ti!
Luís Gomes Pereira
CONCERTO PARA TI
Na guitarra a dedilhar
Acorde laivo do tempo,
Teu corpo soneto a explorar
Adágio de encantamento...
Mãos de teclas de um piano,
Ignoro as claves de sol ;
Geme sinfonia de insano
Nos teus lábios de bemol.
Na volúpia de um solfejo
No batuque de um tambor,
Ais sustenidos de um beijo
Compus música de um amor.
Entre semibreves ou fusa
Dueto ou solo tocado
Loucura... ou paixão confusa,
Sonata em teu corpo amado.
Estrofe sensual de paixão
Pauta para clarim
Sou Maestrina d´ ilusão
Concerto a chegar ao fim.
C.B.C.
Na guitarra a dedilhar
Acorde laivo do tempo,
Teu corpo soneto a explorar
Adágio de encantamento...
Mãos de teclas de um piano,
Ignoro as claves de sol ;
Geme sinfonia de insano
Nos teus lábios de bemol.
Na volúpia de um solfejo
No batuque de um tambor,
Ais sustenidos de um beijo
Compus música de um amor.
Entre semibreves ou fusa
Dueto ou solo tocado
Loucura... ou paixão confusa,
Sonata em teu corpo amado.
Estrofe sensual de paixão
Pauta para clarim
Sou Maestrina d´ ilusão
Concerto a chegar ao fim.
C.B.C.
Abro a pauta!
Vejo uma clave de sol
A iluminar-me o olhar.
Luz brilhante que me perpassa o corpo
Apurando todos os meus sentidos.
Ah!, como vejo o brilhar das notas,
Cintilando entre os dedos do pianista
Ah!, como te adivinho vogais abertas
Saindo dos lábios (entre)abertos de quem te dá voz,
Ah!, como o ritmo me (en)canta e (e)leva ao cosmos
Em aromas harmoniosamente arrumados
Ah!, doce roçar em meus lábios trauteantes!
E assim te vais desdobrando e desvendando
Em notas soltas, numa reciprocidade que nos atrai,
És suporte vivo de todas as minhas apetências...
Vives em mim!
Porque és tão somente...um estado 'Alma...
(eu) Cristina Cebola
Vejo uma clave de sol
A iluminar-me o olhar.
Luz brilhante que me perpassa o corpo
Apurando todos os meus sentidos.
Ah!, como vejo o brilhar das notas,
Cintilando entre os dedos do pianista
Ah!, como te adivinho vogais abertas
Saindo dos lábios (entre)abertos de quem te dá voz,
Ah!, como o ritmo me (en)canta e (e)leva ao cosmos
Em aromas harmoniosamente arrumados
Ah!, doce roçar em meus lábios trauteantes!
E assim te vais desdobrando e desvendando
Em notas soltas, numa reciprocidade que nos atrai,
És suporte vivo de todas as minhas apetências...
Vives em mim!
Porque és tão somente...um estado 'Alma...
(eu) Cristina Cebola
MUSA DA MÚSICA
Entre os teus cabelos a loira partitura
Tocava-os docemente como uma lira
No afago de os ter em fios de ternura
Neles o meu olhar se demora e delira
Cabelos desprendidos notas musicais
E por vezes soltos como velas ao vento
Tão dentro de mim ternos e especiais
Balançam aos meus olhos sentimento
É nos dedos da minha mão arte dos sons
Arte das musas em silêncio combinação
Cada fio dos teus cabelos em vários tons
Concerto de sentidos melodiosa sinfonia
A cada afago dos cabelos composição
A música eterna do tempo em sinestesia
…
musa
Entre os teus cabelos a loira partitura
Tocava-os docemente como uma lira
No afago de os ter em fios de ternura
Neles o meu olhar se demora e delira
Cabelos desprendidos notas musicais
E por vezes soltos como velas ao vento
Tão dentro de mim ternos e especiais
Balançam aos meus olhos sentimento
É nos dedos da minha mão arte dos sons
Arte das musas em silêncio combinação
Cada fio dos teus cabelos em vários tons
Concerto de sentidos melodiosa sinfonia
A cada afago dos cabelos composição
A música eterna do tempo em sinestesia
…
musa
DÓ(cil) Momento (Música)
Um ruído de fundo
Que se deixa ficar
Simplesmente
A cogitar
Na minha mente
Como se ela fosse
Escala invertida
Ou nota esquecida
Em outro lugar
A música que ouço
É tatuagem nova
Logo pela manhã
Um som estridente
Para mais um dia
Delinquente
Um movimento aberto
Que me leva
Para um lugar
Onde a voz é um surto
Um percurso
Pelas cordas vocais
Para mais um DÓ(cil)
Momento
Um MI (rabulante)
Retrocesso
Em busca do SOL(fejo)
Do meu RE(aparecer)
Matinal
(Dolores Marques)
Um ruído de fundo
Que se deixa ficar
Simplesmente
A cogitar
Na minha mente
Como se ela fosse
Escala invertida
Ou nota esquecida
Em outro lugar
A música que ouço
É tatuagem nova
Logo pela manhã
Um som estridente
Para mais um dia
Delinquente
Um movimento aberto
Que me leva
Para um lugar
Onde a voz é um surto
Um percurso
Pelas cordas vocais
Para mais um DÓ(cil)
Momento
Um MI (rabulante)
Retrocesso
Em busca do SOL(fejo)
Do meu RE(aparecer)
Matinal
(Dolores Marques)
PROH NOCTE
Na minha janela nua
há rouxinóis e barcos serenos.
Grande de firmamentos
abre de par em par
e recebe incógnita a lua.
No espaço etéreo
que juntos percorremos
há fontes cálidas sem sol
lajes e noites de Nicodemos.
E se por graça choramos
a vidraça enevoada
esconde-se do luar
leva-a o rouxinol
por pios de debandada.
Em noites de não chorar
(sob a lua)
sento as dores no barco a remos
(dentro da pele nua)
e zarpo p'ra lá da onda do mar
(trá-lá-lá).
José Brites Marques Inácio
Na minha janela nua
há rouxinóis e barcos serenos.
Grande de firmamentos
abre de par em par
e recebe incógnita a lua.
No espaço etéreo
que juntos percorremos
há fontes cálidas sem sol
lajes e noites de Nicodemos.
E se por graça choramos
a vidraça enevoada
esconde-se do luar
leva-a o rouxinol
por pios de debandada.
Em noites de não chorar
(sob a lua)
sento as dores no barco a remos
(dentro da pele nua)
e zarpo p'ra lá da onda do mar
(trá-lá-lá).
José Brites Marques Inácio
A MÚSICA
Teus olhos
são a clave
que o sol dá
aos teus lábios
quando os quer
ouvir cantar.
Teu corpo
é um piano
onde as teclas
do fá - sol - lá
só a duas mãos
deixas tocar!...
(Acácio Costa)
Teus olhos
são a clave
que o sol dá
aos teus lábios
quando os quer
ouvir cantar.
Teu corpo
é um piano
onde as teclas
do fá - sol - lá
só a duas mãos
deixas tocar!...
(Acácio Costa)
Música
Ao poeta
Ser poeta
é permanecer na escrita o seu viver,
é elevar e voar
nos acordes das letras,
tocar a música das palavras,
é sublimar
o que bem entender.
Ser poeta
é dizer nada,
é cantar por si só
na esperança que se veja
o que deseja,
o que anseia escrever,
para tudo poder acontecer.
Ser poeta
é ser na alma grandioso
no corpo ditoso,
é sentir no sangue
o caminho da vida
que ganha forma,
sem qualquer dúvida.
Ser poeta
é ser,
é tocar na pele
e fazer soar a canção,
que guarda com afeição
numa melodia só dele…
Sandra Marques
Ser poeta
é permanecer na escrita o seu viver,
é elevar e voar
nos acordes das letras,
tocar a música das palavras,
é sublimar
o que bem entender.
Ser poeta
é dizer nada,
é cantar por si só
na esperança que se veja
o que deseja,
o que anseia escrever,
para tudo poder acontecer.
Ser poeta
é ser na alma grandioso
no corpo ditoso,
é sentir no sangue
o caminho da vida
que ganha forma,
sem qualquer dúvida.
Ser poeta
é ser,
é tocar na pele
e fazer soar a canção,
que guarda com afeição
numa melodia só dele…
Sandra Marques
Musicar
Dizem que somos musica do coração,
se assim for quero ser uma melodia de amor…
quero ser uma pauta cantada na musica da vida…
quero ser o som que te faz sorrir…
quero ser o vento que te faz dançar…
quero musicar para te amar…
ligo o som e canto para ti, o poema que escrevi…
quero ver a cor da escuta, a musica louca que te toca a alma…
quero ainda ser o risco que traça o teu olhar…
quero musicar, com o toque das tuas palavras…
quero seguir a orquestra que toca, que define o nosso sentir
quero ser musica… a musica que te faz brilhar!
Quero o som do luar enlaçado no nosso leito…
Quero musicar, com o bater do teu peito!
Celeste Seabra
Dizem que somos musica do coração,
se assim for quero ser uma melodia de amor…
quero ser uma pauta cantada na musica da vida…
quero ser o som que te faz sorrir…
quero ser o vento que te faz dançar…
quero musicar para te amar…
ligo o som e canto para ti, o poema que escrevi…
quero ver a cor da escuta, a musica louca que te toca a alma…
quero ainda ser o risco que traça o teu olhar…
quero musicar, com o toque das tuas palavras…
quero seguir a orquestra que toca, que define o nosso sentir
quero ser musica… a musica que te faz brilhar!
Quero o som do luar enlaçado no nosso leito…
Quero musicar, com o bater do teu peito!
Celeste Seabra
SONS E SONORIDADES
Notas musicais
presas nas cordas
a jeito de se casarem
com os sons agudos e graves
nos esdrúxulos caminhos da vida
trilhados em sintonia.
Timbres e ritmos
soltam-se
correm velozes
nos campos de trigo maduro
pintalgados de papoilas.
Dançam nos trigueirais
ao ritmo leve da brisa
de uma tarde estival.
A música está no vento...
Nas conchas
brilhantes e brancas
raiadas ,cor de areia
nos búzios gigantes
que se encosta aos ouvidos
e, quase num gemido,
se ouvem as ondas do mar
em tons de prata,
ao luar...
A música está na água...
Nas vozes que identificamos
meladas de carinho
de pieguice
em tom doce e baixinho
povoando nossos sonhos
em músicas de encantar.
A música está nos afectos...
Mas é a música
que sai das cordas
vibrantes do coração,
o alimento da alma
o sustento
a emoção
que nos comanda a vida!
LB
Notas musicais
presas nas cordas
a jeito de se casarem
com os sons agudos e graves
nos esdrúxulos caminhos da vida
trilhados em sintonia.
Timbres e ritmos
soltam-se
correm velozes
nos campos de trigo maduro
pintalgados de papoilas.
Dançam nos trigueirais
ao ritmo leve da brisa
de uma tarde estival.
A música está no vento...
Nas conchas
brilhantes e brancas
raiadas ,cor de areia
nos búzios gigantes
que se encosta aos ouvidos
e, quase num gemido,
se ouvem as ondas do mar
em tons de prata,
ao luar...
A música está na água...
Nas vozes que identificamos
meladas de carinho
de pieguice
em tom doce e baixinho
povoando nossos sonhos
em músicas de encantar.
A música está nos afectos...
Mas é a música
que sai das cordas
vibrantes do coração,
o alimento da alma
o sustento
a emoção
que nos comanda a vida!
LB
É um assombramento de poetas, com tantas sombras que as palavras desanuviam...e permitem clarear os pensamentos.
ResponderEliminarVivam os poetas do Abrigo Poético.
Realmente é muita LUZ....emanada pelas Estrelas do nosso Abrigo.
ResponderEliminarEstão todos de parabéns!!!!
Parabéns a tod@s quant@s participaram. Nesta, não pude, infelizmente!
ResponderEliminarBjos :)