domingo, 25 de março de 2012

UM TEMPLO EM FORMA DE CORAÇÃO

Danças nos meus olhos o teu tempo
E entregas-me o teu tempo num sorriso
Abraçamos o brilho das estrelas
Navegamos juntos no perfume das flores mais belas
E há gaivotas felizes no mar que foi feito só para nós

Na pele do teu corpo desenho o futuro
Nos sons cantados do vento escuto a tua serenidade
Afago-te os dedos com a ternura que me deram ao nascer
Imagino-te a meu lado no lado mais belo de um sonho qualquer
E teço no tecido da existência a nossa própria felicidade

Somos capazes de ouvir o sol e de adormecer a lua
Somos as letras de um vocábulo ainda por inventar
Dos nossos beijos nascem crianças felizes dançando na rua
Das nossas mãos sai um rio criado só para a nossa alegria
E sempre que nos olhamos acontece magia

Sei que a morte existe e que a solidão acontece
Sei que a tristeza é uma avó cruel que nas nossas madrugadas falece
Mas sei que as árvores deste sonho acabaram de ser plantadas no nosso chão
Agora podemos sorrir ao mundo que nos vê viver
E neste tempo do amor já moramos num templo em forma de coração.


José Luís Cordeiro


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