Música, que me estás a dar, cantas assim Numa clara alusão a mentira, a escárnio. Música, tu tanto a queres, escutar, ouvir Que logo nos encaminha para a fruição. Música, as palavras que ao meu coração, tocas Na alegria que sinto ao escutá-las.
Música, som que, deveria se sempre agradável Nos invade, ora num ápice, ora entranhando se. Música, sempre primeiro a harmonia do som Depois, as letras que a acompanham, depois. Música, que não cansa, eterna e sempre presente, A outra, fica uns tempos e como veio, se vai.
Música, num paradoxo de emoções, a necessitamos Nos momentos bons, nos menos bons, também. Música, companheira ideal, nas viagens, tempos mortos, Nas alturas de gozo, de partilha, nos significados da vida. Música, permite a introspecção, a contemplação, o pensar Nas paragens, necessárias, da correria: deste nosso viver!
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