sábado, 5 de maio de 2012

CORAÇÃO DE MÃE

Gosto deste peito intemporal e dilatado a todos os sentimentos indecifráveis que amam, alegram e apertam e sufocam e escondem e abnegam e transbordam as margens … até onde chegam todos os verbos!

Gosto deste peito anfitrião de paradoxos bem-vindos e incompreensíveis do que parece ser-se incapaz … até ao limite inimaginável!


Gosto deste peito extensível e prolongado do ninho uterino ao coração de Mãe, prova viva da vastidão de um universo insubstituível do Ser-se a genitora do embrião que se torna Humanidade!

Gosto deste peito que cabe em mim e é maior do que eu nas outras horas em que sou só mulher.

Helena Gameiro
 

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