sábado, 7 de abril de 2012

O Verbo da Páscoa...

Eis o cálice da verdade,
Em-bebido no seu sangue,
Eis o pão da entrega,
Comido do seu corpo,

Eis a matéria-dúvida, a treva,
Vitoriosa sobre o espírito-verdade,

Eis a falsidade de um amigo,
Judas , no beijo pecado,
Cristo ante-viu e sorriu,
Suas mãos limpas, purificadas,
Presas nas cordas de tiranos,
O medo dos reinos terrenos,
Num reino invencível,

Jesus sentiu no corpo, a tortura,
Nas vestes e pele rasgada,
Chagas e rios de sangue,
Doou-se à dor, sem resistência,
Deu-se para nos salvar,
Perdoar o pecado humano original,

Coroado de espinhos sem rosas,
Pregado na cruz da maldade,
Flagelado no corpo, sem gemido,
Seu espírito foi inalcançável,
Subiu aos céus em relâmpagos de dor,
A luz direita de seu Pai o aguardava,
Prostrados no dilúvio…os homens erraram,
Sereno foi seu caminho trilhado,
Palmilhando no barro da pobreza,
Nasceu para se dar,
Nasceu para se entregar, delinquido,
Nasceu no milagre do amor,
Pregando e perdoando em mestria
O seu reino… a sua verdade!
Nada temeu… amando o inimigo,

Desde então seu amor ,
É fé, é aconchego, companhia,
Que sempre nos caminha ao lado,
E nos momentos difíceis,
Nos sussurra: Não temais!,
Cada vida é uma cruz,
Que tereis de transportar,
Na certeza de que um dia,
Estareis comigo em abraço de alma,
Mas na permanência na terra,
Não vos esqueçais de-me AMAR!

É esta a minha Verdade!...o Verbo

[Por vós, nasci, cresci e morri…
Ressuscitando para me acreditardes!]
Cristina Correia
 

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