sexta-feira, 13 de abril de 2012

De mãos vazias
agora

Agora que me esventraram a alegria de te saber debruçado

no peitoril das tardes
a ver-me chegar

De garganta estéril

De peito inflamado pelo excesso de vazio
De olhos abertos sem fundo

Agora que cada dia é um céu que não se move mais

E cada hora um pássaro morto no colo sem fundo
dos meus olhos

Um destino prescrito

Linhas apagadas
Mãos rasas
agora

Agora que me esventraram a alegria de te saber debruçado

no peitoril das tardes
a ver-me chegar

Virgínia do Carmo
 

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