quarta-feira, 18 de abril de 2012

DANÇA

Dois em um, no sentir da música – ondulantes
Em sorrisos cúmplices e contactos sentidos
No envolvimento procurado, no momento
Em dança de corpos, na dança da vida, em pista.
Que nos pode dizer uma dança a dois, própria
Na comunhão de sentimentos que se nutrem
Um por uma, eu por ti, ambos, os dois
Irmanados nos passos de dança que executamos.
Sou desse tempo de dançar agarradinho
Naquela hora bendita, onde era permitido quase tudo
Num aperto de corpos em passo lento, apropriado
Quando a pista era dos parzinhos, aproveitar momento.
É o bambolear de corpos, na envolvência da música
Em movimento, em insinuação, súplica para contacto
Num suave abraço por trás, os dois num só, unidos
Deixar se levar pelos ritmos, que se vão sucedendo.
É a dança - nesse dançar, expressão corporal, máxima
Que nos inebria, toma conta da nossa alma, nos leva
E se expressa no relaxamento desta vida, a compasso
Na procura de um escape, uma fuga, em divertimento.
Dançar quando tu estás presente, tem outro sentido
Sinto todo teu corpo - tuas formas - moldar se ao meu
Danço apenas quando estou contigo, num só, cúmplices
Deixo ir meu corpo, no ritmo: com enorme sentimento!

Luís Gomes Pereira
 

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