quinta-feira, 5 de abril de 2012


ACONCHEGO…


Quem é que não sente ou já sentiu falta de colo?

A partir do momento em que somos expelidos do aconchego ventral, o colo é aquele gesto que vem colmatar o vazio que sentimos.


Enquanto crianças encontramos aconchego no colo do pai ou da mãe quando nos envolvem com os seus braços com receio de nos deixarem cair razão pela qual, quando abraçamos alguém, estamos a dar e a receber colo.


O colo tal como o abraço são aconchegos razões pelas quais quando somos adultos estamos mais aptos a dar e a receber.


Claro que existem muitas outras formas de colo, como a cama que nos oferece aconchego todas as noites.


Aconchego não vem só do toque físico, existem muitos outros tipos de colo como é o caso dos meios físicos.


Os sons da natureza, dos pássaros, o som de uma música que marcou um momento é aconchegante e no fundo, outra espécie de colo.


Uma palavra de carinho, de fé, de esperança, de ternura, de alegria, de coragem, dão aconchego à alma sendo por isso também formas de aconchego.


Uma palavra, uma mensagem, uma poesia, transporta-nos para outra espécie de colo não deixando por isso de ser aconchegante.


Ouvir palavras como "adoro-te", " amo-te", eleva-nos a abrir os olhos para ver a beleza e a fechar os olhos para senti-la.


A beleza não existe apenas para ser vista mas para ser bebida, bebida que nos embriaga.


É extremamente aconchegante beber a beleza de uma flor, do canto de um pássaro, ou de uma criança brincando.


Todos sabemos que viver dói, mas que é preciso porque onde existe dor existe uma lição que é ao mesmo tempo aconchego.



Carlos Oliveira
 

Sem comentários:

Publicar um comentário