quarta-feira, 25 de abril de 2012

Abril
Se fecho os olhos,
Vejo as cores de abril,
Serpenteando
As chamas da esperança,
E aquele ousado
Orgulho em mim emerge,
Tal euforia
Nos passos de uma dança.

Se ouço o silêncio,
Tudo é melodia,
E a voz do povo
Soa-me cadente,
Acorda em mim
A fé daquele dia.
Embalo o sonho
Ao som de tanta gente

Mas
Se desperto,
Tudo é utopia,
E aquela Grândola
Soa-me distante.
A voz do povo,
Que a dormir ouvia,
Esvai-se em choro
Dolente, constante.

Maria da Fonte
 

Sem comentários:

Publicar um comentário