sábado, 31 de março de 2012

No silêncio da memória

Em silêncio...
Em silêncio aqui estou, quedo
Neste presente com passado
E de futuro incerto.

Em Silêncio...
Olhos postos em mim
Atento ao que fui, ao que sou
E ao que, possivelmente, nunca serei!

Nesta ausência do dizível
Vou calando palavras mudas
Que de tanto sentidas
Doem na memória dos dias.

De tão longe vem este silêncio
Que em mim trago
Que já não sei de onde...
Em silêncio espero...

Gestos, palavras...
Sinais de um tempo
Onde a voz cala e a memória grita
No presente o que foi passado.

José António Patrício
 

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