segunda-feira, 12 de março de 2012

"Brados de um Ser"

Sou filho de um berço...
Que é feito de palha, e cheira a verdura...

Sou fruto de um Maio...
Coberto de flores, chorando a censura...

Sou eterno gaiato...
Que brinca nos campos, a brincar com nada...

Sou força de um tempo...
Que um dia sorriu, e se fez alvorada...

Sou sonho que emerge...
Por entre o restolho, e se esvai no pousio...

Sou conto sem fadas...
Que avança no tempo, que não se contou...

Sou grito da alma...
Que brada no céu, e cai no vazio...

Sou Poeta que avança...
Por entre o destino, sem saber quem Sou!...

António Prates
 

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