quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

HIBERNAR

Intuo umas nuvens cinzentas que se aproximam
De mansinho
Soberanas conquistam o céu
Tapando o Sol
Ficando bréu
Assisto
Sinto frio
Resta-me isso
Esperar
Não me vejo a partir
Não me vejo a ficar
Sinto cada dia mais latente
A vontade de hibernar
Até tudo amainar
Sim
Sinto-me blue
Para que negar?
Mas sei que tudo vai passar
Frágil me sinto
A quebrar por dentro
A qualquer momento
Por isso hiberno.
Tento conservar o que de melhor
Em mim resta
O que de melhor em mim ficou
Quem sabe um dia acordo
E tudo passou
Descubro novos céus
Novos ventos
Quem sabe a letargia
Me Ganha e eu desisto
De acordar
Quem sabe?
Por agora sei que devo parar
Não é um Adeus
É sempre um até Já.

Cristina Vaz 


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