segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caramba

Que me bate o coração
Num compasso acelerado…
Nas palavras,
Que me ladram...
Como cachorro esfomeado,
E se me esgueiram…da alma…
Numa [in] controlável…Cegueira
Oh…Poeta, tu não algemas,
A tua vontade suprema,
E, vais desenhando arrogante,
Palavras com semblante…
No mar, colhes flores…
Com aromas de mel e pudores…
No céu, constróis castelos de areia
E, na terra habitas, como aranha em teia
Rasgas o sol em pedaços…
E no ocaso, inerte, esperas em cadafalso
As palavras, que metamorfoseias, em plena asfalto
Desafias com astúcia a saudade…E, choras nela de verdade.
Num dia chuvoso, descreves um desgosto amoroso
Em dias solarengos…Saltas como alegre podengo …
Poeta, és perfeito ferro-velho…Armazenas tudo, na perfeição
E, de tudo constróis, a tua frágil emoção…
Veste as horas, de mantos…E, causas-lhes prantos…
Despes a lua…Nas noites que te convêm…
E, nua…Irada…Nas palavras que te advêm…
Em poéticas horas asselvajadas.
Expeles a poesia, como parturiente exaustada.

MelAlmeida


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