segunda-feira, 12 de março de 2012

Se Souberdes

Levai-me já hoje
Se souberdes que não terei
O amor que sempre desejei,
Se souberdes que não existe coração que me aloje.

Quero deixar de viver

Neste tormento,
Num seio sem alento
Sem amanhecer.

De que me vale querer,

De que me vale escrever,
Se quem eu quero não está a ler,
Nem tão pouco me quer conhecer.

Levai-me ao anoitecer

Quando terminar este poema,
Não quero mais corroer
Nesta dor extrema.

Levai-me corpo e alma,

Levai-me sem calma.
Quem sabe noutra reencarnação
Encontre o tal coração.

Nuno Quintela
 

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