terça-feira, 13 de março de 2012

No teu passear
de boca
pela minha boca
reinventas-me a sede
de me querer
ser em ti,
porque sem ti
sou só ânsia
e corpo
e monólogo
gasto nas palavras
de sempre.
Não te ter
no espaço vazio
que me entremeia
as mãos
e o aguardar
é denominação
da falta
do teu estar
talvez
amor.

Paulo Nunes
 

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