sábado, 24 de março de 2012


Disser(tesão)...
 
Concebo apenas o súbito
Jorrar dessa lava quente
Que me devora neste instante
Como sendo a face visível do vulcão
Dos mil sóis que inexoravelmente
Alimentas de lascívia e paixão

E foi aí, nessa poderosa fornalha
Que nasceu o mais imponderado
E lúbrico dos sentimentos
A que ousei chamar
Tesão

Um caminho infinito
Que percorro sem descanso
Num vai e vem consentido
Palmilhando todos os trilhos
Que vou desbravando em ti
Tesão

Há um rio que nasce
No exacto momento
Em que toco tua nuca
Que vou beijando em círculos
Gozando em cada poro que penetro
Sem pressas porque em tua foz de luxúria
Repousa o desejo que num desenlace ou êxtase
Nos afogará na loucura do prazer supremo, adorável
Tesão

E assim cheguei ao fim
Pela fímbria, desenfreado
Para te reencontrar no núcleo
Caldeirão de delírios nossos, magma
Explodindo nessa cúmplice erupção
Definitivamente nosso
Tesão...

João Galante


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