quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

 POEMA RUBRO E BRAVO
Não falo de Angola de uma forma barata
numa revolução pacifica e consistente
falo o que sinto, o que me tortura a mente
com a ponta da minha caneta bem afiada
escrevo-te de forma pacata ó minha mãe
o sofrimento vivido pelo cidadão básico
cujos os direitos são constantemente violados
escolas sem condições, saúde precária
sem água potável, sem energia eléctrica
estrada mal feita, esburacada, inundada
salário insípido, expressão repudiada
justiça pervertida, alegria abafada
a dor de uma nação, a dor de um povo
que espera um sorriso limpo, sorriso novo
uma nação que tudo tem e o povo nada tem
nação transformada num bando de ladrões
que criam politicas em benefícios próprios
para extasiarem as suas cruéis ilusões

com a ponta da minha caneta bem afiada
escrevo-te de forma pacata ó minha mãe
o nosso nome alcançou o cume dos céus
a nossa economia é a musica sonante no mundo
mas o filho de Angola ainda tem sorriso imundo
levanta-se de madrugada quando a rua ta calada
trabalha o dia todo como troco recebe quase nada
alimenta-se com o pão da dor e cálice do sofrimento
cansado, rosto amarrotado deita-se a meia noite
para no dia seguinte regressar a mesma porrada
dizem-te seres a terra das doçuras, oportunidades
como deixas o teu filho passar as dificuldades?

com a ponta da minha caneta bem afiada
escrevo-te de forma pacata ó minha mãe
pois soa entre nós alaridos cobertos de falsidade
homens caras de santos, corações de centopeia
para ocultarem todos os seus rubros pecados
fazem boa aparência a comunidade internacional
prejudicam altamente o dono da terra, o nacional
dando privilégios aos forasteiros, aos visitantes
que usurparão do país contas gordas, montantes
o estrangeiro diz Angola, o porto dos milagres
o angolano diz nem parece que sou desta terra
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Por: Lopapo Poeta
 

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