quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Chegaste
furtiva
no espaço dos dias
no rompante
que tolda todos os
sentidos
Abocanhando-me
o sexo
sem preocupações
estéticas
como se eu
fosse fonte
de toda a tua
sede
de fêmea no cio
As tuas mãos
como garras
vestidas da minha pele
misturada de suor
e saliva de ópio
a alma na ponta
dos dedos
os dedos e a ponta
dentro de ti
Foste-te no vento
sem me pronunciares
a volta.

Paulo Nunes 

 

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