domingo, 22 de abril de 2012

"O universo é uma harmonia de contrários."
Pitágoras
Feliz Domingo!!!
Prazer? Não! Dor...

D roga
R ealidade do nosso mundo
O lhai... Prazeres do corpo
G anância doentia... Poço sem fundo
A lma sem vida... Vida sem porto

O lhai... Nem vós sabeis

P ergunto... Não há resposta
R evolto-me porque cresci... Vós não cresceis
A lmas que ao mundo viras-te as costas
Z ango-me porque não consigo
E levar-vos à razão
R azão? Talvez castigo

Q uebro-me, porque nada faço
U m momento apenas para escrever
E sta é a carta... O meu laço

M omento que eleva meu ser
A lmas perdidas sem ajuda
T eimais em não me ouvir
A vossa dor é aguda

Vivei como eu, olhemos o mundo a sorrir

José Alberto Sá
 
em cada silencio silibado
em cada sonho
dedilhei nos teus braços
todas as palavras

e fomos pássaros
esvoaçando em segredos

que cumprimos
em volúpia de asas
Ana Madureira 
 
PRIMAVERA AO VENTO

Primavera és uma miragem,
com este frio de inverno.
Até dá dó ver a folhagem,
cai como as folhas dum caderno.

Primavera como eu queria,
que fosses quente como outrora.
Mas viraste assim tão fria!
Nos entristeces agora.

A Primavera é paciente,
espera o tempo passar.
Deste Inverno inteligente,
com as andorinhas a chegar.

As minhas árvores vestiram-se,
de folhas e de flores.
E as papoilas nos campos.
Coloriram-se de mil cores.

Floriu ao amanhecer,
lindas flores são aquelas.
Flores que eu vou colher,
são rosas brancas e amarelas.

As rosas colorem o amor,
as vermelhas exalam paixão.
Belas com luz e calor,
um só ramo é sedução.

Joaquim Barbosa
 
Tempos idos…


As lembranças reabrem-se,
E acordam as feridas…
Sentem os sonhos do passado…
Sofrem as ilusões, por momentos,
Em delírios abafados, desfraldam-me o peito…
A alma desfalece-me,
Deserta e ansiosa, por outros tempos.
Por instantes, a vida deixa de acontecer…
Desfeita e húmida.
Os sentimentos, que albergava,
Desfalecem… diluem-se, no tempo,
Por entre os dedos em desassossego.
Acorrentada, procuro-me a onde fui feliz…
Mas o tempo envelheceu e ficou longe…olvidei o caminho,
O horizonte…talvez os sonhos cessem e eu esqueça…
Amo em silêncio…rasgo beijos, serenos sem prazo,
Em sopros de vento…separados …
Por uma viagem, por um céu aberto,
Por um suspiro, desviado…perdido no tempo,
Mesmo distante…
Chamo por ti…hoje e constantemente.


Telma Estêvão