"A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem."
Textos Judaicos
Bom dia....Boa semana!!!
A tua ausência
Tardes que se alongam no cansaço da tua ausência, e se escusam em trazer novas da tua caminhada, pelos becos de estranhos contornos, onde perdes o discernimento em conturbadas emoções! Levas-te em marés vivas, por agitados mares, sem sentires a beleza e o calor do sol, que te afaga o corpo, em provocante carícia de sensual despertar!
E vagueias nessas ondas descontroladas, sem rumo, perdidas na agitação dos ventos!
E, as tardes alongam-se nas horas infinitas, que tardam em se fazerem noites, por teimosia, talvez para prolongarem a minha tortura e não permitirem que me sossegue, no sono da fadiga dos meus pensamentos!
E teimas nessa continuada ausência! A tua imagem enfatiza-se na saudade obstinada que me transtorna provoca-me esta nostalgia insistente na minha alma E faz o meu coração perder a razão!
José Carlos Moutinho
TAL COMO O PASSARINHO
Sempre caminhei sozinha Sem ninguém a me apoiar Tal como o passarinho Usa as asas pra voar Eu uso minhas mãos pra trabalhar Com doença ou saúde Não tenho quem me ajude Peço a Deus sua proteção E a Sua companhia Que de mim cuide Me dê Sua bênção Para seguir caminhando No despertar de cada dia
Rosa Ferreira
ANJOS
São Gabriel São Rafael Meu São Miguel Arcanjo
Meu Querubim Pede por mim Cuida de mim, meu anjo
Virtudes soltas no gás Quero a fortuna da paz Meu Serafim do além Guarda meus passos, amém! Protege o meu coração De toda desilusão
Asas de Deus, Cuidem dos meus Doces irmãos da arte
Fazei de nós Dedos de Vós Pintando em toda parte
Todas as formas da cor Um arco-íris do amor Meu anjo, São Gabriel Guarda-me dentro do céu Meu São Miguel Arcanjo Cuida de mim, meu anjo.
Newton Baiandeira
Caramba Que me bate o coração Num compasso acelerado… Nas palavras, Que me ladram... Como cachorro esfomeado, E se me esgueiram…da alma… Numa [in] controlável…Cegueira Oh…Poeta, tu não algemas, A tua vontade suprema, E, vais desenhando arrogante, Palavras com semblante… No mar, colhes flores… Com aromas de mel e pudores… No céu, constróis castelos de areia E, na terra habitas, como aranha em teia Rasgas o sol em pedaços… E no ocaso, inerte, esperas em cadafalso As palavras, que metamorfoseias, em plena asfalto Desafias com astúcia a saudade…E, choras nela de verdade. Num dia chuvoso, descreves um desgosto amoroso Em dias solarengos…Saltas como alegre podengo … Poeta, és perfeito ferro-velho…Armazenas tudo, na perfeição E, de tudo constróis, a tua frágil emoção… Veste as horas, de mantos…E, causas-lhes prantos… Despes a lua…Nas noites que te convêm… E, nua…Irada…Nas palavras que te advêm… Em poéticas horas asselvajadas. Expeles a poesia, como parturiente exaustada.