segunda-feira, 9 de abril de 2012

"A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem."
Textos Judaicos
Bom dia....Boa semana!!!
A tua ausência

Tardes que se alongam no cansaço da tua ausência,
e se escusam em trazer novas da tua caminhada,
pelos becos de estranhos contornos,
onde perdes o discernimento em conturbadas emoções!

Levas-te em marés vivas, por agitados mares,
sem sentires a beleza e o calor do sol,
que te afaga o corpo,
em provocante carícia de sensual despertar!

E vagueias nessas ondas descontroladas,
sem rumo, perdidas na agitação dos ventos!

E, as tardes alongam-se nas horas infinitas,
que tardam em se fazerem noites, por teimosia,
talvez para prolongarem a minha tortura
e não permitirem que me sossegue,
no sono da fadiga dos meus pensamentos!

E teimas nessa continuada ausência!
A tua imagem enfatiza-se na saudade
obstinada que me transtorna
provoca-me esta nostalgia insistente
na minha alma
E faz o meu coração perder a razão!

José Carlos Moutinho


TAL COMO O PASSARINHO

Sempre caminhei sozinha
Sem ninguém a me apoiar
Tal como o passarinho
Usa as asas pra voar
Eu uso minhas mãos pra trabalhar
Com doença ou saúde
Não tenho quem me ajude
Peço a Deus sua proteção
E a Sua companhia
Que de mim cuide
Me dê Sua bênção
Para seguir caminhando
No despertar de cada dia
Rosa Ferreira
 
ANJOS

São Gabriel
São Rafael
Meu São Miguel Arcanjo

Meu Querubim

Pede por mim
Cuida de mim, meu anjo

Virtudes soltas no gás

Quero a fortuna da paz
Meu Serafim do além
Guarda meus passos, amém!
Protege o meu coração
De toda desilusão

Asas de Deus,

Cuidem dos meus
Doces irmãos da arte

Fazei de nós

Dedos de Vós
Pintando em toda parte

Todas as formas da cor

Um arco-íris do amor
Meu anjo, São Gabriel
Guarda-me dentro do céu
Meu São Miguel Arcanjo
Cuida de mim, meu anjo.
Newton Baiandeira
 
Caramba

Que me bate o coração
Num compasso acelerado…
Nas palavras,
Que me ladram...
Como cachorro esfomeado,
E se me esgueiram…da alma…
Numa [in] controlável…Cegueira
Oh…Poeta, tu não algemas,
A tua vontade suprema,
E, vais desenhando arrogante,
Palavras com semblante…
No mar, colhes flores…
Com aromas de mel e pudores…
No céu, constróis castelos de areia
E, na terra habitas, como aranha em teia
Rasgas o sol em pedaços…
E no ocaso, inerte, esperas em cadafalso
As palavras, que metamorfoseias, em plena asfalto
Desafias com astúcia a saudade…E, choras nela de verdade.
Num dia chuvoso, descreves um desgosto amoroso
Em dias solarengos…Saltas como alegre podengo …
Poeta, és perfeito ferro-velho…Armazenas tudo, na perfeição
E, de tudo constróis, a tua frágil emoção…
Veste as horas, de mantos…E, causas-lhes prantos…
Despes a lua…Nas noites que te convêm…
E, nua…Irada…Nas palavras que te advêm…
Em poéticas horas asselvajadas.
Expeles a poesia, como parturiente exaustada.

MelAlmeida