sábado, 7 de abril de 2012

"A ressurreição de Cristo é mais uma prova de que o amor e a vida são eternos."
Geraldo M C Bebiano


Um Sábado cheio de Luz.....
Páscoa da Paixão

Páscoa
Quaresma
Reflexão
Páscoa da Paixão
Páscoa
Do meu sangue
Páscoa do Teu sangue
Que por nós derramaste em Jerusalém
Páscoa
Que em todos os tempos
Deixa pessoas pensarem
Qual o seu significado
Páscoa
Terra Santa
Terra que Te viu nascer
Terra que Te viu partir
Páscoa da Paixão
Paixão de Cristo
Que em terra morreste
Que em Teu berço de pedra
Ressuscitaste e ascendeste aos céus para nos salvar

Pedro Jardim
 
O Verbo da Páscoa...

Eis o cálice da verdade,
Em-bebido no seu sangue,
Eis o pão da entrega,
Comido do seu corpo,

Eis a matéria-dúvida, a treva,
Vitoriosa sobre o espírito-verdade,

Eis a falsidade de um amigo,
Judas , no beijo pecado,
Cristo ante-viu e sorriu,
Suas mãos limpas, purificadas,
Presas nas cordas de tiranos,
O medo dos reinos terrenos,
Num reino invencível,

Jesus sentiu no corpo, a tortura,
Nas vestes e pele rasgada,
Chagas e rios de sangue,
Doou-se à dor, sem resistência,
Deu-se para nos salvar,
Perdoar o pecado humano original,

Coroado de espinhos sem rosas,
Pregado na cruz da maldade,
Flagelado no corpo, sem gemido,
Seu espírito foi inalcançável,
Subiu aos céus em relâmpagos de dor,
A luz direita de seu Pai o aguardava,
Prostrados no dilúvio…os homens erraram,
Sereno foi seu caminho trilhado,
Palmilhando no barro da pobreza,
Nasceu para se dar,
Nasceu para se entregar, delinquido,
Nasceu no milagre do amor,
Pregando e perdoando em mestria
O seu reino… a sua verdade!
Nada temeu… amando o inimigo,

Desde então seu amor ,
É fé, é aconchego, companhia,
Que sempre nos caminha ao lado,
E nos momentos difíceis,
Nos sussurra: Não temais!,
Cada vida é uma cruz,
Que tereis de transportar,
Na certeza de que um dia,
Estareis comigo em abraço de alma,
Mas na permanência na terra,
Não vos esqueçais de-me AMAR!

É esta a minha Verdade!...o Verbo

[Por vós, nasci, cresci e morri…
Ressuscitando para me acreditardes!]
Cristina Correia
 
Páscoa da irmandade

Tanta urze, tanta alfazema
coabitam, mão entrelaçada,
aspiram o odor partilhado
oferecem da sua ninhada.
Aceito, de bom grado,
faço um ramo de Ramos
para domingo de Páscoa.

Escuto melodioso sussurro,

cidade jardim mágica,
oliveiras etiquetadas
disputam meu colo desnudo.

Sinto um olhar reprovador.

Tecem uma coroa original.
Apronto um chamamento sedutor,
ofereço-me(te) em verso floral.

Evoco Madalena arrependida,

na condição de mulher, perdida.
Serva do seu amor, Senhor!
Símbolo de Ser pecador.

Ah, quantas mentais violações

nos perfuram as tradições!
Respeito a essência da religiosidade.
Acredito na simbologia da época.
Espiritual, (re)nasço em irmandade
e escarneço do sacrifício hipócrito.

Páscoa,

em ancestral tempo histórico
ecoa o eco do sino, melancólico…
Odete Ferreira
 
Páscoa


Será sempre este o tempo

de silêncios imprimidos


no corpo,na terra


na solidez da fé


caminhos percorridos


tantas vezes ... escuridão


na passagem das horas


fugaz o tempo ...frágil o corpo.




Enigmas seculares


que nos elevam o espírito


e nos mostram a verdade


tempo de renovação




Será sempre este o tempo


de um novo recomeço de


corpos cansados à deriva


almas perdidas


numa qualquer ilusão...


A vida arrastada nos caminhos


a esperança desfalecida


o gestos ausentes


as mãos vazias de abraços


vazias de nada.




Será sempre este o tempo


onde as portas se abrem


a terra se ajeita


o corpo se liberta


o espírito se ilumina.


Ressurreição.



São Gonçalves.