Mulher Mumuíla... com os seus seios ao relento sabor do doce vento representa a província da Huíla
Pés no chão e descalços... desafiam as circunstâncias trilham os caminhos da vida cultivando, criando gados extraindo dos animais o leite, óleo para o seu sustento
as pulseiras douradas nos braços ou nas pernas representam a sua principal riqueza o numero de gados que possui
Os colares ao pescoço cabelos cobertos ou trançados acrescentam a sua beleza
Negra Mumuíla transporta na pele a sua cultura identifica o sul de Angola, a Huíla __________________________________ Por:Lopapo Poeta
Humildade
David ficou perplexo ao ouvir a resposta que o avô deu ao senhor Santos: - Amigo Santos, reguei-a com ouvidos. O rapaz ficou ainda durante mais algum tempo a olhar para o avô, só então conseguindo perguntar: - Avô, podes explicar-me o que disseste ao Ti Santos? - Explicar-te, como assim? - Avô, ninguém rega árvores com ouvidos.
- David, aqui há uns tempos, eu e o senhor Santos comprámos duas
árvores iguais na feira, o homem que as vendeu deu-nos alguns conselhos
para que as árvores não morressem, o senhor Santos disse logo que não
era assim que se fazia. Disse ao homem que não aceitava conselhos de
quem sabia menos do que ele, que há mais de quarenta anos que tratava de
árvores e não era agora um moço qualquer, o homem era ainda novo, que
lhe viria dar lições. - Não estou a perceber. Martinho sentou-se e convidou o neto a sentar-se na sua perna:
- Eu resolvi seguir os conselhos do homem e, como vês, temos aqui uma
bela Romãzeira, enquanto o Ti Santos, como tu lhe chamas, continuou com a
sua teimosia e resolveu fazer as coisas à sua maneira, levando-a a
secar. - Ah, então tu quiseste dizer que tinhas seguido os conselhos do homem. - Sim, mas, muito mais que isso, quis dizer-lhe que a humildade nunca fez mal a ninguém. David deu um beijo na face do avô e disse-lhe: - Avô. Sou muito Feliz por ter o avô mais humilde do mundo. Descascas-me uma romã?
Francis Raposo Ferreira
Imagem Google
Há coisas Há coisas que nos marcam… São momentos de magia Há coisas que nos afagam… Nos momentos de silêncio
Há coisas maravilhosas que agasalhamos… As tuas imagens Outras que destapamos… O nosso amor
Há tantas coisas de mim, em ti... e outras tantas de ti, em mim!
Ricardo Paiva
Talvez… Perdido nas vontades de algo achado Achado nas verdades de algo perdido Talvez… Perdido em vontades de algo amado Achado em palavras de um poema lido Vontades desde a última vez Talvez… Vagueio em silêncio querendo dizer Deambulo em perfumadas lagoas Perdido em flores, num malmequer Se bem-me-quer, nas ondas Convés e proas… Talvez… Me encontre Talvez algo desponte E me consiga agarrar Perdido em perfumados carinhos Aconchegados ninhos Talvez… Um louco amar Talvez me sinta achado por ti Perdido em teu colo Meu solo… Que um dia vi Vagueio pelos matos horticantes Perdido pensando em me encontrar Perdido em palavras… Apaixonantes Perdido nas ondas de teu mar Talvez… Te consiga tactear Talvez te consiga sussurrar Perder-me em teu linho… O meu tear Achar-me em teu ventre e voar Talvez…