DOMINGO 04-03-2012
Tarde feliz.....
Olhos vendados...sente o toque dos meus lábios...selvagem e indomável...inocentes e sem pecados(?)
Ouve...
A minha voz embargada e ofegante
A minha respiração inconsciente
Profunda...gemida,delirante
O êxtase de um tocar que te leva a voar
Descontraída e exuberante,sou vampira que sabe apreciar
Devorar o teu corpo tão galante,não poder parar!
Sente...
O tocar arrepiante,estonteante
Num crepitar de fogo eterno...
Viajo no teu corpo,flamante!
Provoco-te o delírio, céu inferno
Cantas sedento na sofreguidão
Abraço feroz,terno
És a minha perdição!
Escravo sim!
Dos meus lábios vermelhos
Molhados,ávidos do teu mel
Sussurrar-te nos meus beijos
Sem limites nem tabus
Corromper os teus sentidos
Unidos,asas em Vénus
Deslizas com a língua ardente
Nos meus vales endurecidos
Fico louca da terra ausente
Dois corpos gritam, ebulição
Alternadamente em pele ardente...
Loucura,fúria de um tornado...excitação
Salpica-me o ventre!
Sim! Não tem retorno
Em rios de prazer, almas entrelaçadas
Quando dois corações...
Renascem para a felicidade!
Paula OZ

Escorrências amorosas…
Dos teus olhos escorre orvalho
Quando te sentes abandonada
E eu aqui que pouco valho
Tenho por ti uma pena danada
Não gostaria de isso ver
Tuas margens são interessantes
E os rios que eu quero ter
Escorrem a todos os instantes
De noite, na escuridão
Sinto-te toda molhada
São as dores do coração
Que beleza, ó minha amada
Mas desculpa que te diga
Chora por quem te merece
Faz que a vida seja sentida
Que o resto logo acontece
É assim que eu gosto que seja
Mesmo que julgues que não
Tuas lágrimas que eu não veja
Fazem tremer meu coração
Armindo Loureiro
Sons distantes
Escrevo poemas
Com as letras
Desenhadas
Nas ondas do mar..
Diferencio-me
Na espuma salgada
E misturo-me
Na areia habitada
Pelo pó da vida...
Colo ao meu corpo
A natureza
Desabitada
De mim...
E os momentos azuis
Que se dizem de mar
São mergulhos nos ecos
Da incerteza...
E se existe solidão
Ela está transcrita
Nas ondas do mar
Quando ficam caladas
Sem sabor a sal
E sem tons de azul.
Fátima Custódio
Chuva que chega…
É chuva que cai
- abençoada,
Tanto pedida, assim
constante
(em campos e rios
sedentos)
De enorme bênção
consoladora …
Que molha e rega
- alegre,
Na sua queda, calma e
serena
(como fonte de vida,
plena),
Apaziguadora, de
corações…
De um som ansiado
- musical,
Faz nos alegres, no seu
ritmo
(em visão sorridente
tranquilizadora),
É melodia, para os
sentidos …
Cheiro a alcatrão
- intenso,
Término de incêndios
devastadores
(acalmia de frio, em
contradição),
cheira a terra fresca,
a adolescência…
é chuva que cai
- bem vinda,
Venhas para ficar,
perdures
(contigo chegue a
mudança),
delas, tanto
necessitamos…
É chuva que cai
- felizmente,
Em renovação de
vida
(na natureza e nos
humanos),
em mim e em ti:
tanto(todos) necessitamos!
Luís Gomes Pereira