domingo, 26 de fevereiro de 2012

DOMINGO 26-02-2012

Bom dia, com muita harmonia!!!
Ai,ai, Lisboa!.....

A minha linda Lisboa,
Sem Alfama e Mouraria,
Sem Graça e Madragoa,
Outras marchas cantaria.

Ai, minha linda Lisboa,
Tejo, no Cais-do-Sodré,
Camões vendo Pessoa,
O Fado ao pé da Sé!....

Em Benfica, uma Águia,
Um Leão, em Alvalade,
O Marquês é quem te guia,
Bairro - Alto a saudade!....

Ai, ai, ai, lisboeta,
Eu digo-te como é que é!....
Mesmo sem termos cheta,
Vamos pró Cais-do-Sodré!..

( Acácio Costa)


 MENINOS DA RUA".

CRIANÇAS MARCADAS POR UM ABANDONO PROFUNDO.
BRASIL, PORTUGAL OU QUALQUER PARTE DO MUNDO.
VIVEM NA FANTASIA DUM SONHO INCOMPREENDIDO.
PARA ELES A PALAVRA RECTIDÃO, NÃO FAZ SENTIDO.
PEQUENOS SERES HUMANOS, AUSENTES DE DESTINO.
DUREZA DE VIDA MARCADA EM CORPOS DE MENINO.
MENINOS DE SONHOS QUE FORAM MAL COMEÇADOS.
PROCESSOS DE REGRAS DE EDUCAÇÃO INACABADOS.
IGNORADOS, VADIAM NAS RUAS POR VEZES DESERTAS.
TENDO EM MENTE O ASSALTO A PESSOAS CERTAS.
FAMINTOS DE PÃO, CONFORTO AMIZADE E CARINHO.
ATACAM SEM DÓ, QUEM SE CRUZAR NO SEU CAMINHO.
COMPANHEIROS DA NOITE, NÃO RECEIAM ESCURIDÃO.
AGASALHAM-SE DEBAIXO DUM COBERTOR DE CARTÃO.
CARTÃO , QUE MAL COBRE SUA JOVEM PELE SEMI-NUA.
FICAM OLHANDO AS ESTRELAS..... SOB A LUZ DA LUA

AURORA MARIA FERREIRA DA CRUZ MARTINS AFONSO
 
Mãos em desabafos

Raspei as mãos no chão
Queria sentir dor
Raspei no pó do alcatrão
Pó de pedra, louco ardor
Raspei e me libertei em sangue
Rio correndo pelas veias
Fruto sem casca... Lande
Seiva de desespero em minhas tareias
Raspei as mãos em pedra dura
Ferida em gritos de agonia
Raspei as mãos nas dores sem cura
Feridas de noite e de dia
Minhas mãos... Cintilantes
Mãos de medo... Trémulas
Raspadas pela revolta, em pedras brilhantes
Mãos ingénuas...
Mas triunfantes
Raspei as mãos no chão onde moro
Raspei as mãos onde imploro
Onde peço...
Onde raspo se mereço
As mãos do meu sofrimento
Mãos que escrevem
Mãos que são meu alimento
Mão que não temem
Raspadas pelo tempo
Nas pedras do chão da vida
Mãos que ao relento
Escrevem desabafos sem medida
Minhas mãos...
Raspadas em escrita
Prosas e poesia... Irmãos
Das mãos...
De quem grita

José Alberto Sá
 
Olhando-te …
Esta forte atracão
Leva-me até ti,
És a minha paixão
Gosto mesmo de ti.

Sento-me no areal
E …
Num gesto banal
Sinto …

Sinto o teu cheiro,
Maresia que me encanta
Quando de ti me abeiro
Nessa imensidão tanta.

Tranquilidade e paz
Beleza sem fim,
O teu ondular me faz
Sair de dentro de mim.

Infinita imensidão
Perante o meu olhar,
Enche meu coração
P´ra continuar a pulsar.
Albertina Coelho